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Portugueses expulsos do Luxemburgo por serem "encargo excessivo para o Estado"

Os portugueses não são os únicos, mas são a maioria. Sem possibilidade de regressar a Portugal, há pessoas que ficam a viver na rua. No total, mais de 300 cidadãos da União Europeia já foram obrigados a sair do Luxemburgo.

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Quase uma centena de emigrantes portugueses no Luxemburgo receberam ordem de expulsão do país. São considerados um encargo excessivo para o Estado, por não terem contrato de trabalho e viverem de apoios sociais. Sem possibilidade de regressar a Portugal, há pessoas que ficam a viver na rua.

Quem recebe a carta tem 30 dias para deixar o país. São cerca de 90 os portugueses a viver no Luxemburgo, que receberam nos últimos anos ordem de saída do país.

"O Estado luxemburguês analisa, põe os pratos na balança entre aquilo que as pessoas contribuíram ou não e aquilo que estarão a receber, e considera que essas pessoas são um encargo para o Estado e informa-os que têm de abandonar o país", explicou, à SIC, Sérgio Ferreira, da Associação de Trabalhadores Imigrantes.

Podem continuar a circular no país, mas deixam de ter autorização de residência. Os portugueses não são os únicos, mas são a maioria. No total, mais de 300 cidadãos da União Europeia já foram obrigados a sair do Luxemburgo.

"Em boa parte dos casos, as pessoas acabam por resolver a situação, arranjando um contrato de trabalho. A partir desse momento, deixam de ser um encargo para o Estado, uma vez que têm meios de subsistência. Depois há situações mais complicadas, de pessoas que vieram para aqui em situação de precariedade total, e que não têm para onde regressar em Portugal, nem têm onde ficar aqui, e há casos de pessoas que acabam por se encontrar na rua", acrescentou Sérgio Ferreira.

Apesar de entender que são as condições de partida que levam alguém a sair do seu país para entrar noutro, Sérgio Ferreira apela aos migrantes que tenham em conta também as condições do país de acolhimento.