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Los Angeles contra deportação em massa de imigrantes: ao sexto dia, os ânimos acalmaram mas a indignação permanece

Donald Trump decidiu enviar cerca de 700 fuzileiros navais para Los Angeles, numa altura em que já estão na cidade 4 mil elementos da Guarda Nacional, mobilizados para conter a onda de protestos contra a política de imigração da Casa Branca. A decisão foi tomada sem o apoio das autoridades locais e coincide com a segunda noite consecutiva de recolher obrigatório na cidade.

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Apesar de os protestos estarem a tornar-se menos violentos, a indignação cresce em Los Angeles. A origem das manifestações está na detenção em massa de imigrantes ilegais, que resultam em centenas de famílias separadas.

Os serviços de imigração estão a intensificar as ações de fiscalização, com o objetivo de atingir 3 mil detenções diárias, conforme exigido pelo governo Trump. Em Los Angeles, as rusgas estão agora focadas no setor agrícola, onde se estima que haja mais de 250 mil trabalhadores indocumentados.

O envio de militares tem sido justificado por Trump com a necessidade de manter a ordem, afirmando que "sem a Guarda Nacional, Los Angeles estaria em cinzas". As declarações foram feitas à chegada a um evento no Kennedy Center, onde foi recebido com uma mistura de assobios e aplausos.

O descontentamento com a agenda anti-imigração do presidente continua a crescer por todo o país. Está prevista uma grande manifestação nacional no próximo sábado, o mesmo dia em que Donald Trump planeia celebrar o seu aniversário com uma parada militar.