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Corrida espacial: Europa acelera para diminuir dependência em relação aos EUA

Em 2024, os Estados Unidos realizaram 154 lançamentos em órbita, enquanto a Europa conseguiu apenas três. Dos 143 mil milhões em investimentos públicos globais em empreendimentos espaciais no ano passado, a Europa foi responsável por apenas 10%.

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A Europa acelera na fuga a uma excessiva dependência dos Estados Unidos da América e, prova disso, é que duas estações espaciais no extremo Norte da Suécia e da Noruega apressam-se para lançar satélites. 

Situado a 200 quilómetros acima do Círculo Polar Ártico, perto de onde as fronteiras da Suécia, Finlândia, Noruega e Rússia encontram-se, o Centro Espacial de Esrange, na cidade de Kuruna, um espaço único na Europa: tem 5.200 quilómetros quadrados de terra desabitada. 

É de lá que devem ser lançados os primeiros satélites da Europa continental ao espaço, buscando reduzir a dependência de empresas norte-americanas. 

Primeiro lançamento em março

Próximo de Esrange, está o Porto Espacial de Andoyaé uma base no Norte da Noruega, de propriedade maioritária do Estado.

Em março, a estação realizou o primeiro lançamento de teste de um pequeno foguete fabricado pela startup. Voou por 30 segundos antes de cair no mar, o que foi considerado um sucesso. 

A estação norueguesa recebeu, este mês, a visita de uma delegação da NATO.  

Esrange não estabeleceu uma meta fixa, mas também quer atender a uma necessidade importante da aliança militar em fornecer capacidade de lançamentos 

Atualmente, o único local de lançamento orbital atual da Europa fica na Guiana Francesa, na América do Sul.  

Europeu fez três lançamentos em 2024

O único foguete lançado este ano da estação não é reutilizável e tem um custo maior por lançamento, sendo insuficiente para atender às necessidades comerciais e militares da Europa nos próximos anos. 

Em 2024, os Estados Unidos realizaram 154 lançamentos em órbita, enquanto a Europa conseguiu apenas três.  

Dos 143 mil milhões em investimentos públicos globais em empreendimentos espaciais no ano passado, a Europa foi responsável por apenas 10%.