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Adolescente detido por planear ataque no primeiro concerto da reunião dos Oasis

Um adolescente de 17 anos foi detido no País de Gales por planear um ataque com facas no concerto de reunião dos Oasis, em Cardiff. Inspirado pelo atentado de Southport, em 2024, o jovem investigou formas de adquirir facas e descarregou material relacionado com a Al-Qaeda.

Os Oasis no primeiro concerto da sua reunião, na sexta-feira, 4 de julho de 2025, em Cardiff, no País de Gales.
Os Oasis no primeiro concerto da sua reunião, na sexta-feira, 4 de julho de 2025, em Cardiff, no País de Gales.
Scott A Garfitt / AP

Um adolescente de 17 anos, residente perto de Cwmbran, no País de Gales, foi detido antes do primeiro concerto da reunião dos Oasis, a 4 de julho, em Cardiff. Segundo noticiou o jornal The Times, o jovem terá planeado um ataque com facas inspirado no atentado ocorrido no ano passado em Southport, Inglaterra, que fez três vítimas mortais, entre as quais uma menina luso-descendente.

O jovem, que não foi identificado por ser menor de idade, terá feito pesquisas online sobre a forma mais eficaz de adquirir uma faca, chegando mesmo a partilhar com um amigo uma imagem de uma das armas que encontrou à venda. Além disso, terá descarregado um manual de treino associado à Al-Qaeda.

Durante uma consulta com um psicólogo no início deste mês, solicitada pela família após demonstrar preocupação, o jovem confessou que o seu objetivo era levar a cabo um “ataque ao estilo Rudakubana” — referência a Axel Rudakubana, autor do atentado de 2024 durante uma aula de ioga e dança com temática inspirada em Taylor Swift.

O jovem tinha ainda uma nota no telemóvel com o título “locais a atacar” e chegou a considerar a possibilidade de um ataque à sua própria escola. Mantinha também uma conta na rede social Snapchat, onde guardava imagens de Axel Rudakubana, elogiava os seus atos e fazia piadas sobre as vítimas do ataque em Southport.

O suspeito admitiu a acusação de posse de um documento considerado útil para fins terroristas — o único crime pelo qual pode ser responsabilizado.

Isto porque, apesar das provas reunidas, o Ministério Público não conseguiu avançar com uma acusação por planeamento de um ataque terrorista, já que o jovem não seguia qualquer ideologia que se enquadrasse na definição legal de terrorismo no Reino Unido.