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Altas temperaturas já provocaram quase meio milhão de mortos nos últimos 20 anos

Quase meio milhão de pessoas morreram nos últimos 20 anos vítimas diretas do aumento da temperatura global. A Ásia e a Europa foram os continentes onde o calor extremo matou mais pessoas. Os dados são da agência das Nações Unidas para o clima que alerta ainda para os dias de muito calor na Península Ibérica.

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Os meteorologistas da agência das Nações Unidas para o clima dizem que agosto, apesar de ainda só ter uma semana, já se está a revelar um mês muito quente e que, em vários locais do planeta, já foram ultrapassados valores históricos de temperatura máxima.

Alertam, também, para o calor nos próximos dias, em especial na Península Ibérica e no norte do México. Dizem que, o passado mês de julho, com temperaturas recorde em quase todo o mundo, surpreendeu, até, os países mais a norte. 

Na Suécia e na Finlândia, foram registados valores recorde de temperatura máxima, durante vários dias. E no sul da Europa, a Turquia chegou aos 50,5 graus celsius, enquanto vários outros países europeus, enfrentaram mais do que uma vaga de calor.

Para além dos efeitos óbvios, como os incêndios, a fraca qualidade do ar e a seca, as mudanças climáticas estão a provocar um aumento no número de mortos. As Nações Unidas falam em cerca de meio milhão de vítimas diretas do excesso de calor nos últimos 20 anos. E dizem que, se nada for feito, a situação vai piorar.

Dificuldades respiratórias e cardiovasculares, são os problemas mais evidentes. Mas há várias outras doenças que estão a aumentar em consequência da subida dos termómetros.

E o impacto é ainda maior nas cidades, onde o asfalto das ruas, o cimento dos edifícios, a falta de zonas verdes, e o consumo excessivo de eletricidade, criam um efeito de aquecimento localizado.

Quase metade das mortes provocadas pelas altas temperaturas foram na Ásia. Mas a Europa é o segundo continente mais afetado, com 36% das vítimas mortais.