Chegaram a ser 2500 os venezuelanos que foram presos após a controversa vitória de Nicolás Maduro nas presidenciais de julho do ano passado. Muitos saíram já da prisão mas, de acordo com uma ONG, no início deste mês havia ainda 807 pessoas detidas por motivos políticos, no país.
Algumas como Josnars Baduel, filho de um ex-ministro de Hugo Chávez, estão encarceradas há vários anos. E têm sido recorrentes as queixas das famílias, em relação às visitas.
“Queremos denunciar que continuam as violações dos direitos humanos contra o meu irmão arbitrariamente e, por ordens superiores, suspenderam as visitas por tempo indeterminado”, relata Margareth Baduel, irmã de preso político venezuelano
O relato é do início deste ano, mas a situação parece não ter mudado. Pelo contrário, é alegadamente mais grave agora com familiares de vários presos políticos a denunciarem na segunda-feira que foram suspensas todas as visitas aos detidos.
A entrega de encomendas nalguns centros prisionais da Venezuela estará também proibida e aumentam as queixas sobre a qualidade da alimentação.
Num outro capítulo da atualidade do país, Nicolás Maduro reagiu, pela televisão, ao facto de os Estados Unidos terem duplicado para 50 milhões de euros, a recompensa por informações que levem à sua captura.
Se para a administração norte-americana, Maduro é um dos maiores traficantes de droga do mundo, o presidente venezuelano responde em tom de ameaça.
“Aqui está Maduro, mas digo aos imperialistas e digo ao meu povo: não se atrevam porque a resposta pode significar o início do fim do império norte-americano. Não se atrevam. Deixem em paz aqueles que estão em paz. Sou um homem de paz, mas sou um guerreiro, um guerreiro da paz”, diz Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
Opinião partilhada por centenas de pessoas que voltaram na segunda-feira a sair à rua, em Caracas para apoiar Nicolás Maduro.