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Brasil prepara projeto-lei para proteger crianças nas redes sociais

Isto acontece numa altura de enorme revolta entre a comunidade brasileira. Um influencer foi detido há dias, em São Paulo, por suspeitas de crimes de tráfico humano e exploração sexual de menores. 

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O Brasil junta-se a outros países que estão a cordar para os perigos óbvios, e menos óbvios, das redes sociais e prepara um projeto-lei para impedir o acesso de menores a conteúdos explícitos. 

Após uma onda de pressão pública e mobilização nas redes sociais, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou um projeto-lei que visa proteger crianças e adolescentes dos riscos online. 

Caso Hytalo Santos gerou polémica

Isto acontece numa altura de enorme revolta entre a comunidade brasileira. Um influencer foi detido há dias, em São Paulo, por suspeitas de crimes de tráfico humano e exploração sexual de menores. 

Hytalo Santos dava casa a dezenas de adolescentes, oferecia-lhes apoio financeiro, alojamento e alimentação e, em troca, tinham de participar em vídeos. 

O que poderia parecer inocente, rapidamente escalou.  Por várias vezes, caíram registos na internet de cenas com conteúdo explícito e impróprio. 

Este é apenas mais um caso que expôs a problemática das redes sociais e o quão nocivas podem ser para o desenvolvimento das crianças. 

Em apenas uma década, morreram 57 crianças brasileiras vítimas de desafios online.  

Questão levanta preocupações em França

Em França, também há preocupação com a defesa das crianças em ambiente digital. 

O ex-primeiro-ministro e deputado, Gabriel Attal, propôs um bloqueio total de redes sociais a menores de 15 anos. Isto depois um homem ter morrido durante uma transmissão em direto, que durava há mais de 10 dias. 

Jean Pormanove, como era conhecido online, costumava fazer desafios extremos. Neste caso, estava em privação de sono há mais de 240 horas.  

Foram os próprios seguidores a dar o alerta às autoridades porque o streamer não estava a reagir. 

O caso levou o Ministério Público francês a abrir uma investigação e suscitou um debate sobre a violência e a falta de censura nas plataformas online.