Julgamento de Bolsonaro: advogado de ex-ministro admite que havia plano de golpe
Jorge Silva

Terminado

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Julgamento de Bolsonaro: advogado de ex-ministro admite que havia plano de golpe

O julgamento de Jair Bolsonaro foi retomado esta quarta-feira, com a apresentação das alegações das últimas quatro defesas dos acusados: Jair Bolsonaro, o general na reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Augusto Heleno, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general na reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Neto. Bolsonaro, em prisão domiciliaria por tentativas de obstruir a ação da justiça, alegou motivos de saúde para não participar presencialmente no julgamento. O ex-Presidente brasileiro arrisca uma pena que pode ir até 40 anos de prisão.

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Julgamento de Bolsonaro: advogado de ex-ministro admite que havia plano de golpe

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2º dia de julgamento marcado por defesa de Bolsonaro e críticas ao delator

Julgamento de Bolsonaro: advogado de ex-ministro admite que havia plano de golpe

Lusa

O segundo dia do julgamento foi marcado pelas críticas ao delator, figura chave da acusação, nas últimas sustentações orais das defesas, entre elas do ex-Presidente Jair Bolsonaro. As críticas mais acirradas foram para a delação de Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro, peça crucial da acusação, com o advogado de Walter Braga Neto a acusar Cid de ser "um irresponsável". Também o advogado do ex-Presidente do Brasil criticou a delação de Mauro Cid, dizendo que "não é confiável" por ter alterado várias vezes os seus depoimentos.

Julgamento interrompido

Pausa de almoço, sessão é retomada daqui a cerca de uma hora.

Advogado de ex-ministro admite que havia plano de golpe

O advogado do ex-ministro da Defesa brasileiro Paulo Sérgio Nogueira admite a existência de um plano para um golpe de Estado, mas afirmou que o seu cliente tentou demover Jair Bolsonaro de avançar.

Atuou ativamente para demover o ex-presidente da República de qualquer medida nesse sentido", garantiu Andrew Fernandes.

A acusação acredita que Paulo Sérgio Nogueira discutiu e ajudou a elaborar medidas para evitar a posse do agora Presidente brasileiro, Lula da Silva.

"Ele não fazia parte dessa organização criminosa", garantiu o advogado.

Andrew Fernandes disse ainda que a delação e o depoimento da principal testemunha da acusação, o comandante da Força Aérea, o Brigadeiro Batista Júnior, "é contundente" nesse sentido.

O advogado disse que o Brigadeiro Batista Júnior afirmou em tribunal que o general Paulo Sérgio "atuou para demover o presidente de 'impulsar', de caminhar por qualquer medida de exceção",

Nesse sentido, pediu a absolvição do general Paulo Sérgio Nogueira.

Defesa de Bolsonaro alega não haver "uma única prova" que o ligue a tentativa de golpe de Estado

Julgamento de Bolsonaro: advogado de ex-ministro admite que havia plano de golpe
MATEUS BONOMI

A defesa de Jair Bolsonaro afirma que não há "uma única prova" que ligue o ex-Presidente brasileiro a qualquer tentativa de golpe de Estado e considera que o arguido delator "mentiu".

"Ele não atentou contra o Estado Democrático de Direito", afirmou Celso Vilardi.

"Não há uma única prova, uma única prova", sublinhou o advogado, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

O advogado frisou que "não há uma única prova que atrele o [ex-] Presidente ao Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta e ao 08 de janeiro", referindo-se a um documento (Punhal Verde Amarelo) que previa o assassínio de autoridades como o agora Presidente brasileiro, Lula da Silva, e o juiz relator do processo, Alexandre de Moraes.

Celso Vilardi referiu-se também à Operação Luneta, uma planilha que detalhava as análises de risco e as táticas para prosseguir com um alegado golpe.

Bolsonaro não tem "absolutamente nada com o 08 de janeiro", disse, referindo-se à data na qual milhares de radicais atacaram e invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília com o objetivo de destituir Lula da Silva e forçar um golpe de Estado.

"A denúncia [acusação] está baseada num general que imprime" um documento no Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente brasileiro, disse o advogado, que questionou ainda o acesso que a defesa teve às provas.

"Não conheço as provas todas", afirmou, questionando depois a delação de Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro, peça crucial da acusação, e que, segundo Celso Vilardi, não é "confiável" por ter alterado várias vezes os seus depoimentos.

"Omissão ou contradição é algo que deve anular a colaboração", declarou.

Falando de seguida, Paulo Cunha Bueno, também advogado de defesa de Bolsonaro, afirmou que "a absolvição do ex-Presidente Bolsonaro é imperativa" e que, "em momento algum", este "deu início aos protocolos para convocação dessas medidas excecionais".

Arranca a terceira sessão

Segundo dia de julgamento

Sessão da manhã tem início marcado para daqui a cinco minutos, às 09:00 locais (13:00 em Portugal continental).

O que se segue?

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SIC Notícias

Na quarta-feira, devem ser ouvidos Jair Bolsonaro, o general na reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Augusto Heleno, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general na reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Neto.

Terminada a sessão de quarta-feira, segue-se para a semana (dias 9, 10 e 12 de setembro) a votação dos cinco juízes que compõem a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. A decisão pela absolvição ou condenação será tomada por maioria de votos.

Bolsonaro versus Alexandre de Moraes: um processo "personalizado" e "muito político"

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Christiana Martins, jornalista do Expresso, explica o desenrolar do julgamento de Jair Bolsonaro. O ex-Presidente do Brasil, que não compareceu no tribunal por motivos de saúde, é acusado de tentativa de golpe de Estado. "Mesmo que não se queira, o processo está muito personalizado", diz Christiana Martins. De um lado, Jair Bolsonaro. Do outro, o juiz Alexandre de Moraes. Entenda a cronologia do julgamento e como o mesmo pode mexer com as eleições presidenciais do próximo ano.