O governo checo declarou, esta terça-feira, que quer dar o exemplo, tornando-se no primeiro país da União Europeia (UE) a limitar, com efeito imediato, a entrada no país de cidadãos russos com passaportes diplomáticos ou vistos de negócios, invocando questões de segurança.
Esta medida será aplicada nos aeroportos do país, revela o Ministério dos Negócios Estrangeiros checo acrescentando que cidadãos russos acreditados na embaixada em Praga continuarão autorizados a entrar no país.
A UE está a considerar impor restrições às viagens de diplomatas russos no espaço Schengen mas para já só a República Checa avançou com uma restrição.
“Somos os únicos a fazê-lo hoje”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros checo, Daniel Drake, à agência France Press, que acredita que esta ação servirá de “inspiração a outros países” e que será complementada por mais “sanções europeias”.
“Não é o ideal (…) mas permitirá resolver o nosso problema de segurança porque a rede diplomática russa esconde agentes que a colocam em risco", sustentou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jan Lipavsky, assumindo que preferia uma decisão colegial.
Membro da UE e da NATO, a Chéquia (10,9 milhões de habitantes) tem prestado ajuda humanitária e militar à Ucrânia desde o início do conflito a 24 de fevereiro de 2022.
No seu último relatório anual de segurança interna, os serviços secretos checos indicaram que a Rússia continua a manter uma vasta rede de espionagem a operar sob a cobertura diplomática da embaixada em Praga.
