Em Sharm El-Sheik finalizam-se os preparativos para a "cimeira da paz". Pelo menos 20 líderes de todo o mundo reúnem-se para formalizar o cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
Donald Trump estará a caminho do Médio Oriente para o encontro marcado com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu em Jerusalém. No mesmo sítio, deverão ser recebidos reféns que serão libertados esta segunda-feira.
Ao final do dia o presidente dos Estados Unidos seguirá viagem para o Egito numa cimeira que contará com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e António Costa que vai representar a União Europeia na assinatura do acordo que prevê um plano de paz para a Faixa de Gaza..
O Catar mediou o cessar-fogo entre Israel e o Hamas juntamente com o Egito e os EUA há dois dias.
A expectativa é de que, depois do acordo, entrem centenas de camiões todos os dias com alimentos, equipamentos médicos e combustível.
A "histórica" cimeira de paz
O Egito afirmou ter convidado países árabes, islâmicos, europeus e asiáticos para assistir à "histórica" Cimeira de Paz de Sharm el-Sheikh sobre a Faixa de Gaza, copresidida pelos presidentes norte-americano, Donald Trump, e egípcio, Abdelfatah al-Sisi.
Numa declaração, o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelaty, afirmou ter mantido "contactos telefónicos com os seus homólogos de Estados árabes, islâmicos, europeus e asiáticos para transmitir convites" para que os respetivos presidentes ou chefes de governo participem na cimeira na segunda-feira, sem especificar quais os mandatários convidados.
"Nestes contactos telefónicos, Abdelaty abordou os preparativos e os temas a discutir na cimeira, que constitui um encontro histórico destinado a pôr fim à guerra na Faixa de Gaza e a iniciar um novo capítulo de paz e segurança na região do Médio Oriente", acrescenta a declaração egípcia.
"[O encontro] porá fim ao sofrimento do povo palestiniano na Faixa de Gaza, à luz da visão do Presidente norte-americano para a paz na região e dos seus esforços sinceros para alcançar a paz e a estabilidade no Médio Oriente e pôr fim aos conflitos mundiais", indicou o chefe da diplomacia egípcia.
O acordo, que constitui a primeira fase do plano de paz de Trump para Gaza, inclui uma trégua, que vigora desde sexta-feira, bem como a libertação de todos os reféns israelitas nas mãos do Hamas (48, de que apenas 20 estarão vivos) em troca da libertação, por Israel, de 1.950 palestinianos e da entrada de mais ajuda humanitária no enclave.
O acordo prevê também uma retirada das de tropas israelitas da Faixa de Gaza.
Com Lusa