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Trump autoriza missões da CIA na Venezuela, Maduro diz que é para "golpe de Estado"

O presidente da Venezuela considera que o objetivo da administração Trump é apropriar-se dos recursos naturais do país, como o petróleo. E afirma que a América Latina não quer os golpes de Estado da CIA.

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A tensão entre os Estados Unidos da América e a Venezuela subiu de tom, depois de Donald Trump ter admitido que autorizou missões da CIA em território venezuelano. Nicolás Maduro afirma que lutará contra golpes de Estado.

O presidente norte-americano admitiu, numa inédita declaração, que autorizou operações secretas da CIA na Venezuela. A confissão surgiu depois de o jornal The New York Times ter revelado que, além da crescente presença militar dos Estados Unidos no Mar das Caraíbas, Donald Trump pondera lançar ataques em território venezuelano com o objetivo, ainda não declarado, de derrubar o líder da Venezuela, Nicolás Maduro. Por enquanto, o pretexto é o tráfico de droga.

Nas últimas semanas, 27 pessoas morreram, quando embarcações provenientes da Venezuela foram atingidas por mísseis dos Estados Unidos.

Neste momento, há 10 mil militares dos Estados Unidos na região, em bases de Porto Rico e em navios de assalto anfíbios. No total, a Marinha mobilizou para as Caraíbas 4 mil fuzileiros, oito navios de guerra e um submarino nuclear.

O presidente da Venezuela, acusado de adulteração dos resultados das presidenciais de 2024 - em que a oposição clamou vitória - diz que o objetivo da administração Trump é apropriar-se dos recursos naturais do país. A Venezuela lidera a lista dos países com as maiores reservas de petróleo do mundo.

“Não aos golpes de Estado orquestrados pela CIA, que nos recordam os 30 mil desaparecidos nos golpes apoiados pela CIA contra a Argentina; o golpe de Pinochet e os 5 mil jovens mortos e desaparecidos”, declarou Nicolás Maduro. “Até quando os golpes da CIA? A América Latina não os quer”, reforçou.

No seu melhor inglês, Nicolás Maduro terminou fezum apelo direto à população dos Estados Unidos: “Ouçam-me: não à guerra, sim, à paz, povo americano!”.