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Depois de ameaçar com mísseis: Maduro diz que não quer “guerra louca” mas sim “paz”

Nicolás Maduro disse que a Venezuela tinha cinco mil mísseis russos para responder a um ataque de Washington. Agora, enviou uma mensagem de paz para os Estados Unidos no inglês possível. 

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Apesar de Donald Trump ter admitido o envio de agentes da CIA para a Venezuela e ter repetidamente ameaçado atacar por mar e terra o regime de Nicolás Maduro, nas últimas aparições públicas, o presidente venezuelano mostrou-se sempre despreocupado e até alegre.

O sucessor de Hugo Chávez diz que a Venezuela não quer uma guerra, mas que está preparada para a travar.

"Se um dia se atreverem a entrar por aqui ou por ali, aqui está o maior escudo que o país tem: a classe trabalhadora. Não se mexeria uma palha e se declararia uma greve geral insurrecional revolucionária da classe trabalhadora dos camponeses nas ruas até que o poder fosse recuperado para fazer uma revolução ainda mais radical", defendeu o presidente venezuelano.

Além do povo, Nicolás Maduro diz ter cinco mil mísseis russos para proteger o regime. A marinha venezuelana está em exercícios militares no Mar das Caraíbas, onde se têm sucedido os ataques dos Estados Unidos a embarcações que Washington, sem apresentar provas, diz que estão ao serviço do narcotráfico.

Nicolás Maduro acusa a administração Trump de querer, pela força, controlar as reservas petrolíferas da Venezuela, as maiores do mundo.

No inglês possível, o presidente venezuelano lançou um novo e muito repetido apelo à paz: "Não à guerra, não à guerra. Sim paz, sim paz para sempre, para sempre. Não à guerra louca!"

EUA enviam maior porta-aviões para mar das Caraíbas

O Pentágono anunciou esta sexta-feira o envio do maior porta-aviões da frota norte-americana para o mar das Caraíbas, em plena escalada de tensões com a Venezuela devido a operações contra tráfico de droga.

O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou a deslocação do USS Gerald Ford e do respetivo grupo de ataque para a área de responsabilidade do Comando Sul, "em apoio à diretiva do Presidente [norte-americano, Donald Trump] para desmantelar organizações criminosas transnacionais", disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado.

A missão vai "reforçar a capacidade dos Estados Unidos para detetar, monitorizar e desmantelar atividades ilícitas que ameaçam a segurança e a prosperidade" norte-americanas, referiu.

A força naval "vai expandir as operações de combate ao narcotráfico e enfraquecer redes criminosas transnacionais", acrescentou o porta-voz do Pentágono.

O USS Gerald Ford junta-se a outros meios já destacados desde o verão para a região das Caraíbas, incluindo três navios anfíbios, aviões de patrulha P-8, caças F-35B e drones MQ-9 que operam a partir de bases em Porto Rico.

Com Lusa