Donald Trump está no Japão, onde já assinou um acordo comercial com o governo nipónico. O Presidente dos Estados Unidos elogiou a primeira-ministra japonesa recém-eleita e fez promessas de uma nova "era de ouro" para os dois países.
Para o editor de Internacional do Expresso e comentador da SIC, o acordo assinado com o Japão marca o primeiro sucesso da viagem, mas também expõe a forma como Trump procura afirmar poder geopolítico com gestos de simpatia e discursos superlativos, agora dirigidos à nova primeira-ministra japonesa.
"É um reflexo claro da prioridade de Trump: garantir acordos que assegurem o acesso dos Estados Unidos a recursos estratégicos", sublinha Pedro Cordeiro. O editor lembra, contudo, que as relações com aliados como Japão e Coreia do Sul têm sido abaladas pelo "carácter errático e, por vezes, ameaçador" do Presidente dos EUA.
Quanto ao encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, "veremos um ditador de um partido comunista a defender mais abertura comercial face a um líder americano protecionista", ironiza o analista. Na agenda estará também a guerra na Ucrânia, com Trump a tentar envolver Pequim na pressão sobre Moscovo apesar de, diz Pedro Cordeiro, "Putin continuar a mostrar que as pressões não o impressionam".
Trump diz que o Presidente russo se devia preocupar em acabar com a guerra em vez de testar mísseis nucleares. É a reação aos testes de Moscovo a um míssil único no mundo, que pode atingir alvos a 14 mil quilómetros de distância.
