O Tribunal de Contas de Itália anunciou na quarta-feira a rejeição dos planos do governo de Giorgia Meloni para construção de uma ponte entre a ilha da Sicília e o sul do país, avaliada em 13,5 mil milhões de euros.
"Os motivos [da rejeição do projeto da Ponte do Estreito de Messina], atualmente em fase de elaboração, serão publicados juntamente com a resolução definitiva no prazo de 30 dias", indicou o Tribunal de Contas, após uma reunião do Conselho de Segurança do país.
A primeira-ministra Giorgia Meloni criticou de imediato a decisão do tribunal sobre a ponte, descrevendo-a como "uma interferência intolerável" dos magistrados.
Meloni e o vice-primeiro-ministro e principal promotor do projeto, Matteo Salvini, declararam que o Governo iria avançar com a construção.
A decisão do Tribunal de Contas não bloqueia o projeto da ponte, mas poderá atrasar a aprovação final, obrigando o Governo a fazer uma nova votação para ultrapassar as objeções do tribunal.
A Ponte do Estreito de Messina teria cerca de 3,7 quilómetros de comprimento, com um vão suspenso (a distância entre os dois apoios principais de uma estrutura) de 3,3 quilómetros, tornando-a mais longa do que a Ponte de Canakkale, na Turquia, atualmente a maior ponte do mundo.
