Mundo

Rob Jetten poderá ser o novo primeiro-ministro dos Países Baixos mas caminho não será fácil

As eleições legislativas dos Países Baixos resultaram no empate entre os liberais progressistas e a extrema-direita. Conseguem o mesmo número de deputados, apesar da queda dos populistas. O desempate será feito pelo número de votos, com os liberais em vantagem e com possibilidade de liderar a próxima coligação de governo.

Loading...

Rob Jetten, 38 anos, liberal na economia, progressista nos temas sociais, homossexual assumido, europeísta. Foi a grande surpresa da noite eleitoral. Jetten reclama vitória sobre a extrema-direita, ainda que, na prática, tenham conseguido o mesmo número de deputados.

"Estou muito satisfeito com este resultado histórico para o meu partido, o melhor resultado da nossa história, e é também uma mensagem muito forte dos eleitores holandeses de que querem que as forças políticas positivas do centro trabalhem em conjunto", declarou o vencedor.

O partido eurocético e islamofóbico de Geert Wilders cai bastante em relação a 2023, quando foi de longe o mais votado. Ainda assim, aguenta-se entre os maiores partidos.

"Estou muito satisfeito por termos ganhado aquele assento. Portanto, agora temos 26 assentos parlamentares e podemos mesmo tornar-nos o maior partido dos Países Baixos", afirmou Wilders.

Empatados no número de deputados, Wilders e Jetten esperam para saber quem teve mais votos.

O vencedor será o primeiro a tentar formar governo. Para já, os liberais progressistas levam vantagem graças aos resultados em Amesterdão. Mas a contagem ainda não terminou.

Rob Jetten fez campanha com o slogan "É Possível", numa alusão ao "Yes We Can" do norte-americano Barack Obama, uma estratégia de comunicação que funcionou. É o mais bem posicionado para liderar a formação do próximo governo.

No entanto, este é um processo nada fácil. Serão precisos pelo menos quatro partidos e Jetten tem de decidir se vai tentar com a esquerda e verdes ou com os partidos mais à direita, sendo que as principais forças políticas se recusam a governar com Wilders.

Se há quem acredite em Wilders por representar "mudança", outros afirmam estar "aliviados" por este ter caído nestas legislativas.

Da última vez, foram precisos oito meses para formar governo.