Mundo

Nobel da Paz diz que Trump está certo quanto a intervenção na América do Sul

A vencedora do Prémio Nobel da Paz deste ano, Maria Corina Machado, diz que Donald Trump está a agir de forma correta no combate ao narcotráfico na América do Sul.

Loading...

A líder da oposição venezuelana declarou, perante notícias de possíveis ataques terrestres norte-americanos à Venezuela, que Nicolás Maduro "começou esta guerra" e Donald Trump "está a terminá-la".

"A estratégia do Presidente [norte-americano, Donald] Trump contra esta estrutura criminosa e narcoterrorista está absolutamente correta, porque Nicolás Maduro não é um chefe de Estado legítimo; é o chefe desta estrutura narcoterrorista que está a travar uma guerra contra o povo venezuelano", sustentou Maria Corina Machado intervindo virtualmente no American Business Forum, a decorrer em Miami, na Florida.

A laureada com o prémio Nobel da Paz 2025 considerou que "foi fundamental o impacto" da estratégia de Trump, cujo Governo está a equacionar bombardear alvos militares em território venezuelano, noticiaram na semana passada diários norte-americanos como The Wall Street Journal, The New York Times e The Miami Herald.

Machado apoiou a estratégia de Trump, que ordenou operações marítimas que, desde 01 de setembro, mataram pelo menos 66 pessoas em quase 20 embarcações no mar das Caraíbas e no oceano Pacífico, porque "combate os fluxos de tesouraria" das "estruturas criminosas" que traficam armas, drogas e pessoas.

"É preciso cortar esses fluxos de tesouraria, e é exatamente isso que o Presidente Trump está a fazer, para proteger milhões de vidas norte-americanas e latino-americanas; e se é certo que Maduro começou esta guerra, o Presidente Trump está a terminá-la", defendeu.

"Maduro tem de entender que os seus dias estão contados"

Argumentou também que Maduro rejeitou as propostas de uma transição de poder negociada, após as eleições de julho de 2024, em que a oposição e Governos estrangeiros asseguram que ganhou Edmundo González, apoiado por Machado.

"Este é o momento em que Maduro tem de entender que os seus dias estão contados e, certamente, se aceitar uma transição, esta irá mais longe, ordenadamente, pacificamente e mais rapidamente, mas acontecerá independentemente do que Maduro fizer", previu.

Se o seu movimento chegar ao poder, Machado prometeu "abrir a Venezuela" ao investimento estrangeiro, com oportunidades estimadas em 1,7 biliões de dólares (1,4 biliões de euros), além de uma "privatização em grande escala".

A figura de proa da oposição venezuelana afirmou ainda que, quando cair o Governo de Maduro, Cuba e Nicarágua vão seguir o mesmo caminho, juntamente com mudanças na política em relação ao Irão, à Rússia e à China, países que acusou de transformarem a Venezuela "numa ponte" para ajudar "redes criminosas".

"Este é um momento único que uniu o nosso país e impulsionou os nossos passos finais rumo à liberdade; isto também significará liberdade para Cuba e para a Nicarágua", sublinhou.

Maria Corina Machado, que reconheceu de novo a "liderança do Presidente Trump" ao recordar o prémio Nobel da Paz com que foi distinguida no mês passado, apresentou também a liberdade da Venezuela como uma questão de segurança nacional para os Estados Unidos.

A opositora venezuelana é uma das oradoras do primeiro dia do American Business Forum, que hoje e na quinta-feira reúne em Miami líderes empresariais e políticos, como Donald Trump, o Presidente argentino, Javier Milei, e grandes nomes do desporto como o tenista Rafael Nadal e o futebolista Lionel Messi.

Com Lusa