Ainda há problemas por resolver a poucas semanas da entrada em vigor, na Austrália, da lei que proíbe o acesso às redes sociais a menores de 16 anos. As plataformas continuam a contestar a eficácia da medida.
A menos de um mês de entrar em vigor, na Austrália, a lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos ainda enfrenta desafios e ferramentas por aperfeiçoar.
Os especialistas em cibersegurança estimam que quem tem 16 e 17 anos possa ser bloqueado por engano pelos sistemas de verificação de idade baseados em fotografias.
Um otimismo não partilhado pela Google, proprietária do YouTube, que diz que a proibição é difícil de aplicar e que não cumpre a promessa de manter as crianças e jovens seguros online.
Mas vai caber às plataformas fazer cumprir a lei, e quem não o fizer está sujeito a multas que podem chegar aos 28 milhões de euros.
A Austrália decidiu, há quase um ano, avançar para esta proibição por considerar que o uso excessivo das redes sociais representa um risco para a saúde mental dos jovens. A partir de 10 de dezembro, mais de um milhão de pessoas vai ter as contas desativadas.