Durante quase uma hora, a entrada na Conferência do Clima das Nações Unidas foi bloqueada. Cerca de 40 indígenas impediram o acesso aos pavilhões, com protestos contra a desflorestação e a exigência de serem recebidos por Lula da Silva, que nem sequer está em Belém, no Brasil.
Uma das manifestantes questiona "até quando o presidente vai resolver" o problema da Amazónia. "Ele desmatou tudo. Desmataram tudo e agora nós estamos no sol quente. E, enquanto isso, eles vão negociar sob ar-condicionado, dentro de uma casa, enquanto nós vamos ficar a sofrer no sol quente", afirma Alessandra Munduruku, líder indígena.
O exército foi chamado a intervir e depois da confusão inicial, a manifestação prosseguiu de forma pacífica. Mais tarde, representantes da comunidade estiveram reunidos com a ministra do Ambiente do Brasil por causa do que consideram ser a venda e a destruição da Amazónia.
Já no início da semana, a zona reservada às negociações tinha sido invadida, levando a ONU a criticar a organização do evento.
Como resposta, o Ministério da Defesa brasileiro reforçou a estrutura de segurança que já contava com mais de 7.500 militares.
A defesa da floresta é um dos assuntos que tem marcado esta primeira semana de COP30. Na noite desta quinta-feira, centenas de ativistas também iluminaram as ruas de Belém para alertar para o que se está a passar numa das regiões do mundo mais afetadas pelas alterações climáticas.
