Dois jurados do concurso Miss Universo renunciaram dias antes da cerimónia que elegerá a 74.ª vencedora. Os organizadores do evento, envolto em controvérsia, estão a ser acusados por uma das juradas de manipularem a seleção.
De acordo com a BBC e The New York Times, o concurso de beleza tem estado debaixo de fogo depois de um representante do país anfitrião, a Tailândia, ter indignado com um discurso inflamado contra a Miss México, levando várias candidatas a retirarem-se do evento pré-concurso em protesto.
Agora, duas semanas depois, o músico franco-libanês Omar Harfouch anunciou a renúncia do júri de oito membros no Instagram, alegando que um "júri improvisado" pré-selecionou as finalistas antes da competição, "sem a presença de nenhum dos [oito] membros reais do júri", incluindo o próprio. Horas depois, como uma peça de dominó, abandonou também o técnico de futebol francês Claude Makélélé, mas este apontando "motivos pessoais imprevistos".
Segundo o músico, o júri não oficial é composto por "indivíduos com um potencial conflito de interesses significativo devido a relacionamentos pessoais com algumas das candidatas a Miss Universo".
Omar afirma ainda que pondera avançar com uma ação legal contra a organização do concurso.
