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Caso Epstein: documentos vão ser divulgados, mas pode haver exceções

Donald Trump aprovou a divulgação documentos sobre o escândalo de abusos sexuais de Jeffrey Epstein. A justiça norte-americana tem agora trinta dias para revelar os ficheiros, mas não é garantido que tudo seja mesmo divulgado.

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A lei, aprovada pelo Congresso e ratificada na noite passada por Donald Trump, prevê a divulgação de todos os documentos do caso Epstein, massas há algumas exceções.

O decreto autoriza o Departamento de Justiça a reter, ou censurar, documentos em alguns casos. Nomeadamente para preservar a privacidade das vítimas, ou devido a outra investigação, ou processo federal em curso.

Os críticos de Trump dizem que estas exceções podem travar a publicação de alguns textos, e evitar que todos venham a público. A procuradora-geral dos Estados Unidos, nomeada por Trump, deu garantias, mas não esclareceu completamente os jornalistas.

Enquanto se espera pela divulgação oficial de todo o processo, há muitas informações que vão surgindo e a publicação de alguns documentos já está a ter consequências.

Larry Summers, antigo presidente da universidade de Harvard e antigo secretário do Tesouro no último ano e meio da presidência de Bill Clinton, teve de deixar as funções de professor que tinha na prestigiada universidade.

Summers terá trocado e-mails com Jeffrey Epstein, e mantido uma amizade com o milionário, mesmo depois deste ter sido condenado em 2008 por solicitação de prostituição com uma menor.

Num dos e-mails, segundo a imprensa norte-americana, Larry Summers terá pedido conselhos a Epstein sobre a melhor forma de seduzir uma antiga aluna. O economista já pediu desculpa pelo comportamento e não há qualquer indicação de que possa ter estado envolvido na rede de tráfico sexual de Epstein.