Na noite de sexta-feira, a União Europeia falava de um cenário sem acordo. Se o abandono gradual das energias fósseis não fosse mencionado no documento final da COP30, o texto seria reprovado. Mas após uma longa noite de negociações, o cenário mudou.
“Se virmos o que está em cima da mesa, pensamos que devemos apoiá-lo porque, pelo menos, é a direção certa. Porque é evidente que devemos estar lado a lado com os nossos amigos das nações mais pobres”, disse Wopke Hoekstra, comissário europeu do clima
O acordo foi fechado num dia suplementar ao previsto. O texto deste sábado pela manhã triplicou o Fundo para Adaptação dos países mais vulneráveis até 2030. O novo acordo que omite qualquer menção ao abandono dos combustíveis fósseis. A ideia tem fortes opositores, entre eles, Rússia, Índia e Arábia Saudita. Alguns dos maiores produtores de energias fósseis do mundo.
“Enquanto presidente da COP30, vou criar dois planos: um para travar e reverter a desflorestação e outro para abandonar os combustíveis fósseis de uma forma justa, organizada e equilibrada”, afirma André Corrêa do Lago, presidente da COP30
O Brasil avança sozinho com um roteiro para o fim do recurso aos combustíveis fósseis. Espera mais apoios, mas este documento não tem caráter vinculativo. O acordo final reafirma o comprometimento internacional de tentar limitar a temperatura global a 1,5 graus celsius.
