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Tensão entre EUA e Venezuela aumenta: Maduro tem a cabeça a prémio

O aparato militar que os Estados Unidos da América colocaram no Mar das Caraíbas pode indiciar um ataque iminente. Já várias companhias aéreas, incluindo a TAP, cancelaram os voos para a Venezuela.

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Aumenta a tensão diplomática entre a Venezuela e os Estados Unidos da América (EUA). Washington tem reforçado os meios militares no mar das Caraíbas, o que pode indicar que estará iminente um ataque para derrubar Maduro. Por causa da falta de segurança aérea, seis companhias aéreas, incluindo a TAP, cancelaram todos os voos de e para a Venezuela. 

Nicolás Maduro tem a cabeça a prémio: são 50 milhões de dólares pela captura do líder venezuelano, por crimes como o narcoterrorismo. O tráfico de droga tem servido de justificação, desde setembro, para os ataques aéreos dos EUA a embarcações com droga. Foram intercetados mais de 20 barcos, quer nas Caraíbas, quer no Pacífico, e já morreram mais de 80 pessoas. 

“A mim me preocupa muito o aparato militar que os Estados Unidos colocaram no Mar do Caribe”, admitiu o líder do Brasil, Lula da Silva, que diz pretender conversar com Donald Trump sobre o assunto. 

TAP cancela voos, Marcelo preocupado

O maior e mais sofisticado porta-aviões dos EUA chegou, na semana passada, ao Sul das Caraíbas. Mas o alerta voltou a subir de tom quando as autoridades aeronáuticas norte-americanas emitiram um aviso à aviação civil para o aumento da atividade militar e o agravamento da insegurança aérea. Razão pela qual seis companhias aéreas, entre elas a TAP, cancelaram todos os voos de e para a Venezuela. 

evidente que tudo o que seja instabilidade política.  E a noção de que pode haver um afrontamento ou um conflito aberto entre países como esses preocupa-nos muito, pelos portugueses que vivem nesses países e, em particular, na Venezuela”, declarou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. 

O Chefe de Estado português está preocupado com uma comunidade que se estima que tenha cerca de meio milhão de pessoas, entre portugueses e lusodescendentes. O tema é delicado e são cada vez mais as vozes que apelam ao serenar da situação 

“A Espanha, como muitos outros países da comunidade internacional e da Europa, não reconheceu os resultados eleitorais, nem reconhecemos o presidente Maduro como o presidente que obteve o apoio maioritário do povo venezuelano nas últimas eleições. Mas isso não é motivo para que o Direito Internacional não seja respeitado”, defendeu Pedro Sánchez, presidente do governo espanhol.  

Os Estados Unidos acusam o governo venezuelano de estar envolvido no tráfico de drogas. Caracas nega e alega que Washington quer uma mudança no regime para se apoderar do petróleo da Venezuela.