Um tiroteio em Washington D.C., nos EUA, causou pelo menos três feridos, esta quarta-feira, dois dos quais membros da Guarda Nacional dos Estados Unidos. O suspeito do ataque foi detido.
O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, que anteriormente tinha confirmado a morte dos dois agentes, voltou atrás e retificou a informação, dizendo que está a receber informações contraditórias acerca do estado de saúde dos mesmos.
"Estamos a receber relatos contraditórios sobre o estado de saúde dos nossos dois membros da Guarda Nacional e iremos atualizar-vos sobre a situação assim que tivermos informações mais completas", lê-se na publicação de Patrick Morrisey.
Trump já reagiu
O Presidente dos EUA, Donald Trump, já reagiu ao incidente, através da Truth Social, e informou que os dois agentes atingidos estão gravemente feridos e foram transferidos para dois hospitais.
O chefe de Estado revelou ainda que o autor dos disparos, a quem chama de "animal", também sofreu graves ferimentos.
"Mas, independentemente disso, pagará um preço elevado", garantiu.
Polícia explica como tudo terá acontecido
Em conferência de imprensa, um agente do Departamento Policial de D.C. informou que o suspeito foi detido. Jeffery Carrol revelou também os contornos do episódio violento.
O FBI já está ao corrente do sucedido e trabalhará na investigação do caso.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse, entretanto, que Donald Trump solicitou o envio de 500 soldados adicionais para a cidade.
Ainda durante a tarde desta quarta-feira, JD Vance, vice-presidente norte-americano, assumiu que ainda não se sabe o que motivou o suspeito a abrir fogo em plena luz do dia.
O número dois da Casa Branca reforçou ainda que momentos como este mostram que os militares são a base dos Estados Unidos.
Testemunhas revelam pormenores
Pessoas que passavam na rua no momento do tiroteio revelam que tentaram esconder-se quando ouviram os disparos. Algumas chegaram mesmo a ver os guardas a serem socorridos, um deles, pormenorizam, estava coberto de sangue.
Trump mobilizou Guarda Nacional para Washington D.C.
Vários agentes da Guarda Nacional estão em Washington desde agosto, depois de Trump ter mobilizado esta força como parte da sua política de repressão à imigração ilegal e ao crime em cidades lideradas por democratas.
Na quarta-feira, cerca de 2.200 soldados da Guarda Nacional estavam mobilizados em Washington, provenientes de estados como Louisiana, Mississippi, Ohio, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental, Geórgia e Alabama.
Trump, um republicano, sugeriu repetidamente que o crime desapareceu da capital como resultado da mobilização, que foi fortemente criticada pelos democratas.
Artigo atualizado às 00:11 de dia 27/11
