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Feminicídios em número alarmante: uma mulher é morta a cada 10 minutos

Só no ano passado, mais de 80 mil mulheres e meninas foram assassinadas. Maioria são cometidos pelos parceiros íntimos, ou por outros membros da família da vítima.

Violência contra as mulheres
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A cada dez minutos, é assassinada uma mulher, no mundo. Só no ano passado, foram mais de 80 mil as pessoas do sexo feminino mortas, incluindo crianças. Em metade dos casos, os agressores são os parceiros ou outros membros da própria família.

Chama-se feminicídio. É um crime de ódio baseado no género, definido como o assassinato de mulheres, motivado pela discriminação, por desrespeito pelos direitos das mulheres, preconceitos, estereótipos e relações de poder onde a mulher é sempre o elo mais fraco.

Segundo as Nações Unidas, há um feminicídio a cada 10 minutos, em todo o mundo. Só no ano passado, mais de 80 mil mulheres e meninas foram assassinadas. Mais de metade destes crimes foram cometidos pelos parceiros íntimos, ou por outros membros da família da vítima. Muitos do feminicídios acontecem num contexto de abusos sexuais ou violência doméstica.

Mas, também, estão cada vez mais ligados às redes de tráfico humano, a zonas onde há conflitos armados e outras formas de crime organizado, em que mulheres e meninas são mais vulneráveis.

África foi o continente que registou mais feminicídios no ano passado. Mas são crimes que acontecem em todo o mundo. Mesmo nos países mais ricos e mais desenvolvidos. A América e a Oceânia estão logo a seguir ao continente africano, com a Europa e a Ásia a terem as estatísticas mais baixas. E estes são os casos conhecidos. A ONU diz que, apesar de serem números alarmantes, são, seguramente, muito inferiores à realidade.

A maior parte dos crimes contra mulheres continua a ser escondida. Muito poucos chegam ao conhecimento das autoridades e ainda menos são investigados ou levam a uma condenação.