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CORRESPONDENTE SIC

Face à ameaça russa, França avança com serviço militar voluntário para jovens dos 18 aos 25 anos

O serviço terá duração de 10 meses e os jovens não serão enviados para cenários de conflito. O governo francês pretende duplicar o número de reservistas até 2030, chegando aos 80 mil, seguindo uma tendência europeia onde Alemanha e Bélgica também estudam modelos semelhantes.

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A guerra na Ucrânia está a levar cada vez mais países europeus a debater o regresso do serviço militar. França deu esta quinta-feira um passo em frente: Emmanuel Macron anunciou o serviço militar voluntário.

A agressão russa na Ucrânia é, para Macron, uma ameaça existencial para toda a Europa, e o presidente francês evoca o velho mantra militar: para ter paz, prepara-se a guerra. É exatamente isso que o chefe de Estado gaulês está a fazer.

Os jovens dos 18 aos 25 anos vão poder, de forma voluntária, inscrever-se no serviço militar de 10 meses. O exército quer que os franceses estejam preparados para perder os filhos, caso a Rússia ataque a Europa.

Para acalmar os ânimos, Macron explicou que os jovens franceses a cumprir serviço militar não vão sair do país, ou seja, não serão enviados para cenários de conflito. Mas, claro, a guerra com a Rússia está na mira: o governo francês quer duplicar, até 2030, o número de reservistas e chegar aos 80 mil.

É para isso que conta com o serviço militar voluntário. O governo alemão também quer adotar o mesmo modelo. Já na Bélgica, todos os jovens de 17 anos estão a ser convidados para cumprir um ano de serviço militar voluntário.