A guerra na Ucrânia está a levar cada vez mais países europeus a debater o regresso do serviço militar. França deu esta quinta-feira um passo em frente: Emmanuel Macron anunciou o serviço militar voluntário.
A agressão russa na Ucrânia é, para Macron, uma ameaça existencial para toda a Europa, e o presidente francês evoca o velho mantra militar: para ter paz, prepara-se a guerra. É exatamente isso que o chefe de Estado gaulês está a fazer.
Os jovens dos 18 aos 25 anos vão poder, de forma voluntária, inscrever-se no serviço militar de 10 meses. O exército quer que os franceses estejam preparados para perder os filhos, caso a Rússia ataque a Europa.
Para acalmar os ânimos, Macron explicou que os jovens franceses a cumprir serviço militar não vão sair do país, ou seja, não serão enviados para cenários de conflito. Mas, claro, a guerra com a Rússia está na mira: o governo francês quer duplicar, até 2030, o número de reservistas e chegar aos 80 mil.
É para isso que conta com o serviço militar voluntário. O governo alemão também quer adotar o mesmo modelo. Já na Bélgica, todos os jovens de 17 anos estão a ser convidados para cumprir um ano de serviço militar voluntário.