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Após morte de militar, Trump aponta baterias contra imigração e refugiados

A medida gerou polémica e críticas de que a administração está a usar o incidente para endurecer a política de imigração, com ameaças de estender as restrições a duas dezenas de países considerados de 'elevado risco'.

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Após o anúncio da morte da militar de 20 anos, baleada por um afegão na quarta-feira, Donald Trump afirmou que irá suspender a entrada nos Estados Unidos de imigrantes oriundos de países do "terceiro mundo".

A declaração gerou polémica, e, contrariado com a pergunta, Trump insultou a jornalista que o confrontou.

Assim que as autoridades divulgaram que o atirador era um refugiado do Afeganistão, a administração Trump apontou baterias contra o seu antecessor, acusando-o de abrir as portas a estrangeiros de países que classificou como de "alto risco".

O atirador, que fez parte de uma unidade apoiada pela CIA e a quem foi atribuído asilo em abril deste ano, é um dos cerca de 76 mil afegãos abrangidos por um programa que concedeu vistos de entrada nos Estados Unidos a aqueles que trabalharam ao lado das tropas e diplomatas norte-americanos, muitos deles como tradutores.

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Agora, quem trabalha com refugiados teme atos retaliatórios ou discriminação. A administração Trump está a ser acusada de usar o tiroteio como uma forma de lançar suspeitas sobre refugiados e de utilizar o incidente como pretexto para endurecer ainda mais a política de imigração.

Após a suspensão dos vistos para afegãos, a administração Trump ameaçou estender a medida a migrantes oriundos de duas dezenas de países que considera de "elevado risco".