O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta quarta-feira um indulto ao congressista democrata do Texas Henry Cuéllar e à mulher, acusados de aceitar subornos, argumentando que foram vítimas de perseguição do Governo de Joe Biden.
"Joe 'o Desonesto' utilizou o FBI e o Departamento de Justiça para 'eliminar' um membro do seu próprio partido, depois de o muito respeitado congressista Henry Cuéllar se ter pronunciado fortemente contra a política de fronteiras abertas e a catástrofe fronteiriça de Biden", afirmou Trump na sua rede social, Truth Social.
Cuéllar foi acusado em maio de 2014 de aceitar 600 mil dólares (514 mil euros) em subornos de um banco mexicano, identificado pela imprensa como o Banco Azteca, embora não mencionado na acusação oficial, e de uma empresa energética controlada pelo Governo do Azerbaijão, em troca de usar o seu cargo para beneficiar estas entidades.
"Joe 'o Sonolento' perseguiu o congressista e inclusive a sua maravilhosa mulher, Imelda, simplesmente por dizer a verdade", escreveu Trump, após atacar os democratas, acusando-os de serem "uma ameaça total e absoluta para a democracia".
"Anuncio o meu indulto total e incondicional ao querido congressista do Texas Henry Cuéllar e a Imelda. Henry, não o conheço, mas esta noite pode dormir descansado: o seu pesadelo acabou finalmente!", acrescentou.
Este indulto vem juntar-se a vários outros polémicos concedidos por Trump, como o dos responsáveis pelo ataque ao Capitólio (sede do Congresso); o do ex-congressista republicano George Santos, na prisão por fraude; e o do ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão por tráfico de droga.
O chefe de Estado fez acompanhar a mensagem de uma carta assinada pelas filhas do congressista, na qual pedem um indulto para os pais.
Na carta, agradecem antecipadamente a Trump pela sua "compaixão" e por "trazer esperança" a famílias como a sua.
Cuéllar, membro do Congresso desde 2005, está entre os democratas mais moderados e, durante a presidência de Joe Biden, criticou a política de imigração deste e alinhou com posições mais próximas das agora defendidas por Trump.
Nas eleições de novembro de 2024, quando já estava indiciado, foi reeleito para o cargo.

