Na China, o Presidente francês pediu ‘ajuda’ a Xi Jinping para trabalhar numa “paz justa e duradoura” na Ucrânia. O Presidente chinês garante querer paz, mas não condena a guerra, já que conta com a Rússia para conter o domínio americano.
“O mundo está a passar por mudanças rápidas que não víamos há um século e a humanidade está, mais uma vez, numa encruzilhada”, disse Xi Jinping.
A visita de três dias de Macron à China ficou também marcada pela assinatura de 12 acordos de cooperação, mas o chefe de Estado francês saiu sem um grande acordo comercial. Pequim comprometeu-se, no entanto, a importar mais produtos europeus.
“A Europa e a China têm um papel a desempenhar, juntamente com outros parceiros, no estabelecimento das bases para uma governação económica global justa e robusta, baseada em regras e não na lei do mais forte. Os desequilíbrios que se acumulam atualmente são insustentáveis. Eles representam um risco de crises financeiras”, avisou Macron.
Numa visita que ficou marcada por um jogo de ping-pong e por uma visita da primeira-dama francesa a um centro de reprodução de pandas, animais há muito usados por Pequim para suavizar a imagem da ditadura chinesa junto dos líderes estrangeiros.