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Putin garante apoio à Venezuela perante tensão crescente entre Maduro e Trump

Presidente russo garantiu apoio à Venezuela numa conversa telefónica com Nicolás Maduro, reafirmando a vontade de desenvolverem uma parceria estratégica entre os dois países apesar da pressão crescente dos EUA.

Putin garante apoio à Venezuela perante tensão crescente entre Maduro e Trump
Alexey Babushkin/Reuters

O presidente russo, Vladimir Putin, garantiu esta quinta-feira apoiar a Venezuela num contexto de pressão crescente por parte dos EUA. A notícia é avançada em comunicado do Kremlin que revela que se mantém o desejo de uma parceria estratégica entre os dois países.

A conversa foi tida pelo telefone e o presidente russo reafirmou o seu apoio a Maduro, o que o coloca em rota de colisão com Trump que tem vindo a declarar guerra aberta contra a Venezuela sob pretexto de querer acabar com o narcotráfico.

Agora, o Kremlin avança em comunicado que Putin e Maduro falaram sobre o desejo de um acordo de parceria estratégica e a implementação de vários projetos conjuntos relacionados com a economia e o setor energético. Tudo isto poderá ser prejudicial.

Ao jornal Expresso, em novembro, a ex-secretária adjunta do Departamento de Estado dos EUA para Cuba e Venezuela alertava que o apoio russo a Nicolás Maduro poderia colocar Moscovo “numa posição perigosa”.

Recorde-se que Washington tem vindo a acusar Maduro de liderar uma "organização terrorista" chamada Cartel dos Sóis. Enquanto isso, Caracas denuncia que os Estados Unidos procuram uma "mudança de regime" para derrubar o chavismo, no poder desde 1999.

A tensão tem vindo a escalar desde setembro, quando o exército norte-americano começou a realizar ataques aéreos contra embarcações, principalmente no mar das Caraíbas, que já mataram dezenas de pessoas, sem apresentar qualquer prova da sua ligação ao narcotráfico.

Donald Trump justifica ações com o combate ao narcotráfico e já tinha inclusive anunciado, em finais de novembro, uma intervenção terrestre na Venezuela. O Presidente norte-americano anunciou que iria “agir muito em breve” em terra contra "narcotraficantes da Venezuela", indicando ainda que sabia onde moravam os “maus”.

Caracas apelou ao estado de prontidão da força aérea venezuelana para defender o território.