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Vários mortos em ataque na Austrália

A polícia australiana classificou o ocorrido como um “ataque terrorista”. Um dos atiradores já era conhecido das autoridades, mas não representava uma ameaça direta. Os autores do ataque são pai e filho, garantem as autoridades locais.

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Pelo menos 16 pessoas morreram e 40 foram transportadas para os hospitais de Sidney, depois de um ataque com tiros na praia australiana de Bondi, quando se realizava o início da celebração judaica do Hanukkah.

Uma das vítimas mortais é um dos atiradores. O outro está em estado crítico e sob custódia das autoridades.

A polícia australiana confirmou que os supostos criminosos por detrás do ataque eram pai e filho e que não estavam à procura de um terceiro suspeito.

Entre os feridos estão dois polícias. Dezenas de pessoas foram assistidas no local.

Mark Baker

Um dos atiradores já era conhecido das autoridades, mas não representava uma ameaça direta.

Em conferência de imprensa, a polícia australiana classificou o ocorrido como um “ataque terrorista” dirigido à comunidade judaica.

“Autorizei poderes especiais, ao abrigo das secções 5 e 6, para garantir que, se houver um terceiro atacante, e estamos a investigar isso, neste momento, vamos garantir que não haja qualquer outra ação”, disse o comissário da polícia Mal Lanyon.
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"Ataque representa alguns dos nossos piores receios acerca do terrorismo"

O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul mostra-se preocupado com a violência do ataque e diz que representa um dos maiores receios do governo face a ataques terroristas.

Durante a conferência de imprensa, Chris Minns confirmou ainda que as causas do ataque vão ser investigadas pelas autoridades australianas.

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“O tipo estava no cimo de uma ponte a fazer tiro ao alvo”

Um turista britânico disse à agência francesa de notícias AFP que viu "dois atiradores vestidos de preto e armados com espingardas semiautomáticas".

Outra testemunha revela que o momento “foi bastante assustador”.

"Era como fazer tiro ao alvo. Pelo que me disseram, o tipo tinha uma espingarda automática, uma arma grande, e estava no cimo de uma ponte a fazer tiro ao alvo.”
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Israel pede ação contra antissemitismo

O Presidente de Israel, Isaac Herzog, denunciou o que classificou como "vil ataque terrorista contra os judeus que estavam a acender as primeiras velas" da festa religiosa.

Isaac Hergoz
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"O nosso coração está com eles. O coração de toda a nação de Israel bate forte neste preciso momento, enquanto rezamos pela recuperação dos feridos, rezamos por eles e rezamos por aqueles que perderam a vida", afirmou num comunicado oficial.

"Reiteramos o nosso alerta repetidamente ao governo australiano para que aja e lute contra a enorme onda de antissemitismo que assola a sociedade australiana", acrescentou ainda.

Roberta Metsola e António Guterres manifestam-se horrorizados

Por seu turno, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, também reagiu ao ataque.

"Fiquei horrorizada ao ver as imagens do terrível ataque a tantas pessoas na praia de Bondi, no início das celebrações do Hanukkah", indicou na sua conta no X.
"Todos os meus pensamentos estão com as vítimas e com a comunidade judaica em geral na Austrália e além", acrescentou.

Também o secretário-geral das Nações Unidas manifestou-se horrorizado com o ataque deste domingo.

Na rede social X, António Guterres condenou o ataque que classificou como hediondo.

“O meu coração está com a comunidade judaica em todo o mundo neste primeiro dia do Hanukkah, um festival que celebra o milagre da paz e da luz vencendo as trevas.”

O primeiro-ministro britânico também já reagiu.

Numa publicação na rede social X, Keir Starmer lamentou a morte das 10 vítimas e enviou condolências às famílias. Deixou ainda uma palavra de conforto a todas as famílias judaicas que celebram este domingo o Hanukkah.

Ursula von der Leyen diz estar chocada com o ataque na Austrália. No X, enviou condolências às famílias da vítimas.

A presidente da Comissão Europeia diz que a Europa está ao lado das vítimas e das comunidades judaicas de todo o mundo, unidos contra a violência, o antissemitismo e o ódio.

Portugal condena "ato hediondo de antissemitismo" na Austrália

O Governo português condenou veementemente o ataque contra uma festa judaica na praia de Bondi e classificou como "um ato hediondo de antissemitismo".

"O Governo português condena veementemente o ataque contra a celebração de Hanukkah em Bondi Beach, na Austrália - um acto hediondo de antissemitismo", afirmou, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Na nota, o executivo expressa "sentidas condolências às famílias das vítimas, ao povo e autoridades australianas, bem como a toda a comunidade judaica".


[Artigo atualizado pela última vez às 21:07]