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Colega de físico português assassinado nos EUA não vê “qualquer razão que justifique” o crime

Nuno Loureiro, de 47 anos, que foi assassinado a tiro em Boston, era natural de Viseu, casado e pai de três filhas. O investigador de referência no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, dirigia, desde maio do ano passado, o Centro de Ciência do Plasma e Fusão. 

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Pouco se sabe ainda sobre o homicídio do investigador português em Boston, nos Estados Unidos. Nuno Loureiro era diretor de um laboratório do reconhecido Instituto de Tecnologia MIT. 

Eram 20:30 de segunda-feira quando a polícia de Brookline foi chamada ao número nove de uma das muitas ruas da cidade norte-americana, após ter recebido denúncias de disparos. 

Os agentes encontraram um homem com vários ferimentos de arma de fogo, que foi transportado para o hospital, onde acabou por morrer na manhã desta terça-feira. 

A vítima é o físico português Nuno Loureiro, de 47 anos, natural de Viseu, casado e pai de três filhas. 

Era investigador de referência no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e dirigia, desde maio do ano passado, o Centro de Ciência do Plasma e Fusão. 

"Posso dizer que o Nuno tinha um caráter excecional, era uma pessoa muito acarinhada por todas as pessoas lá do centro e não vejo qualquer razão que justifique este tipo de ação. É muito triste", admite João Silva, também investigador do MIT. 

Rangel confimou a morte

A morte do investigador formado no Instituto Superior Técnico foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma intervenção no Parlamento, sem adiantar, no entanto, mais detalhes. 

Também as autoridades norte-americanas não detalham, para já, as circunstâncias do caso. Em comunicado, confirmaram apenas que está em curso uma investigação de homicídio. 

A imprensa local diz que Nuno Loureiro foi baleado três vezes e sofreu um quarto ferimento de raspão. 

A polícia de Brookline está a investigar o caso em conjunto com a Polícia do Estado de Massachusetts. Até agora não houve qualquer detenção e as autoridades não confirmaram se há ou não suspeitos já identificados.