Moçambique enfrenta uma situação crítica por causa das cheias, que afetam quase 700.000 pessoas. O governo moçambicano fala já numa catástrofe humanitária.
Na aldeia de Manhiça, antes que seja tarde demais, os habitantes fogem às cheias e deixam para trás quase tudo.
A pé ou de carro, pela estrada quase ninguém arrisca ir, mas é a única alternativa para quem não tem dinheiro para pagar o bilhete. Isso ou ficar.
A Cruz Vermelha e outras organizações já estão no terreno, mas não chegam a todo o lado.
As cheias, que desde o início do ano atingem Moçambique, estão a afetar quase 700.000 pessoas.
Há mais de 50.000 desalojados e pelo menos 12 mortos.
O governo moçambicano admite que o país está a enfrentar uma catástrofe humanitária. São as piores inundações em décadas, com Maputo a ser a zona mais afetada.