O presidente executivo da Ryanair afirmou que o confronto público com o fundador da Tesla e da SpaceX terá gerado 50 milhões de dólares (42 milhões de euros) em exposição mediática para a Ryanair e para a rede social X.
"Se conseguíssemos encontrar uma forma de manter a disputa e gerar mais 50 milhões de dólares de publicidade gratuita, seria ótimo", comentou Michael O'Leary numa conferência de imprensa em Lisboa, acrescentando que as visitas ao 'site' da companhia nos Estados Unidos aumentaram 200% nas últimas duas semanas.
Segundo o responsável, as reservas efetuadas através do 'site' cresceram cerca de 3% acima do esperado no mesmo período.
"Foi muito bom para o nosso negócio. Talvez não tenha sido ótimo para a minha reputação, mas eu não acho que a minha reputação já fosse muito boa", brincou.
As tensões entre os dois surgem na sequência da rejeição, por parte do líder da Ryanair, na semana passada, da rede de satélites Starlink de Elon Musk para equipar a sua frota com wi-fi, tendo o bilionário sugerido mesmo a compra da companhia aérea.
Fiel ao seu estilo provocador, Michael O'Leary desvalorizou ainda as críticas de Musk após a rejeição da tecnologia Starlink para fornecer wi-fi a bordo, defendendo que a instalação de antenas no topo das aeronaves gera resistência aerodinâmica e um custo adicional de combustível estimado em cerca de 200 milhões de dólares por ano.
O responsável voltou também a justificar a rejeição da tecnologia Starlink para fornecer wi-fi a bordo, defendendo que a instalação de antenas no exterior das aeronaves cria resistência aerodinâmica e um sobrecusto anual de combustível na ordem dos 200 milhões de dólares.
"O arrastamento do combustível é uma certeza conhecida", afirmou, sublinhando que a Ryanair está disponível para pagar a instalação do sistema, mas não o impacto adicional na fatura de combustível.
O'Leary considerou ainda que o sistema Starlink é "muito bom", mas que a tecnologia ainda não permite uma instalação sem perfurações no topo dos aviões, admitindo que o wi-fi gratuito deverá tornar-se inevitável nos próximos quatro ou cinco anos, à medida que a tecnologia evolua.
A capitalização bolsista da Ryanair, a principal companhia europeia em número de passageiros, ronda os 30 mil milhões de euros.
Elon Musk investiu 44 mil milhões de dólares para comprar o Twitter em 2022, que depois renomeou para X.

