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Tripulação de petroleiro russo apreendido por Estados Unidos foi libertada

O navio em causa foi intercetado a 07 de janeiro pelas autoridades norte-americanas, que o acusaram de fazer parte de uma frota fantasma.

Tripulação de petroleiro russo apreendido por Estados Unidos foi libertada
Peter Summers

Os dois tripulantes russos do petroleiro de bandeira russa 'Marinera', apreendido pelos Estados Unidos no início deste mês no Atlântico Norte, foram libertados e estão a caminho do seu país, avançaram esta quarta-feira as autoridades russas.

"Os dois marinheiros foram libertados e estão a caminho da Rússia", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.

O navio em causa foi intercetado a 07 de janeiro pelas autoridades norte-americanas, que o acusaram de fazer parte de uma frota fantasma utilizada para contornar as sanções dos Estados Unidos ao transporte de petróleo venezuelano, russo e iraniano, e de navegar sob uma bandeira falsa.

O nome e o estatuto exato do navio são motivo de controvérsia. Moscovo chama-lhe 'Marinera' e afirma que recebeu autorização provisória para navegar sob a bandeira russa a 24 de dezembro.

Dois dias após a apreensão do petroleiro, a Rússia indicou que Washington tinha acedido ao seu pedido e decidido libertar dois cidadãos russos que eram membros da tripulação, mas, na semana passada, Moscovo manifestou "perplexidade e desilusão" referindo que ainda estava à espera da libertação dos marinheiros.

Washington tinha anunciado anteriormente que a tripulação seria processada.

A Rússia acusou os Estados Unidos de fomentar "tensões militares e políticas" e manifestou preocupação pelo facto de "Washington estar disposto a provocar graves crises internacionais".

As duas pessoas libertadas são o capitão e o primeiro-oficial do petroleiro e abandonaram as águas territoriais do Reino Unido a bordo de uma embarcação da Guarda Costeira dos Estados Unidos, segundo a imprensa britânica.