Familiares das dezenas de pessoas que morreram no acidente ferroviário da semana passada em Espanha afirmaram que não vão desistir da luta para descobrir por que os dois comboios de alta velocidade colidiram. Dezoito pessoas continuam hospitalizadas.
Cerca de cinco mil pessoas estiveram no pavilhão Carolina Marín, em Huelva, no sul do país, para uma missa em memória das vítimas da colisão entre dois comboios em Espanha, no início do mês.
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Durante a cerimónia, que contou com a presença do Rei Felipe VI e da Rainha Letícia, foram feitos pedidos de justiça e de responsabilização pelo acidente.
O governo tem sido alvo de críticas quanto à adequação dos investimentos feitos na manutenção do sistema ferroviário espanhol desde o acidente, assim como outros incidentes ocorridos na mesma semana, incluindo a morte de um maquinista na Catalunha.
Dezoito pessoas continuam hospitalizadas. De acordo com o relatório preliminar da comissão independente de investigação do acidente, o descarrilamento do comboio de alta velocidade terá sido provocado por uma "fratura do carril".
O governo afirma que todas as inspeções tinham sido respeitadas na linha e que as fissuras nos carris eram habituais.
