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Filho da princesa herdeira da Noruega detido dias antes do julgamento por violação e violência doméstica

Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira da Noruega responde a 38 acusações, incluindo quatro crimes de violação e violência doméstica. Paralelamente, a família real norueguesa enfrenta a polémica em torno das ligações da princesa Mette-Marit a Jeffrey Epstein, reveladas em documentos norte-americanos.

Filho da princesa herdeira da Noruega detido dias antes do julgamento por violação e violência doméstica
Ian Gavan

O filho da princesa herdeira da Noruega, Marius Borg Høiby, de 29 anos, foi novamente detido na sequência de novas acusações. A detenção ocorreu no domingo, por suspeitas de agressão, ameaças com recurso a uma faca e violação de uma ordem de restrição, de acordo com o The Guardian.

Marius Borg Høiby foi detido dois dias antes do início do julgamento em que responde a 38 acusações, incluindo quatro crimes de violação, violência doméstica contra uma ex-companheira e filmagens ilegais de várias mulheres, realizadas sem o seu conhecimento ou consentimento.

Até à data, Marius Borg Høiby tem negado todas as acusações contra si. O julgamento tem início previsto para esta terça-feira, 2 de fevereiro, em Oslo, e deverá prolongar-se por cerca de sete semanas, até 19 de março.

No entanto, a polícia da capital norueguesa solicitou quatro semanas de prisão preventiva para Marius Borg Høiby, com o objetivo de prevenir a reincidência, e poderá permanecer nessa situação até nova decisão do Ministério Público ou do tribunal, pelo menos até 2 de março.

No espaço de 18 meses, Marius Borg Høiby foi detido quatro vezes. Caso seja considerado culpado dos crimes de que é acusado, poderá enfrentar uma pena de até 16 anos de prisão, segundo o jornal francês Le Monde.

Família real norueguesa sob fogo

A detenção de Marius Borg Høiby ocorre numa altura em que o nome da sua mãe, a princesa herdeira Mette-Marit da Noruega, surge nos mais recentes documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados com o caso Jeffrey Epstein.

Nos registos, Mette-Marit descreve Epstein de forma elogiosa e indica ter mantido contactos com o empresário entre 2011 e 2014, nomeadamente através de emails, já depois de este se ter declarado culpado de crimes sexuais.

Em comunicado, a princesa herdeira admitiu ter demonstrado “falta de discernimento” e afirmou lamentar profundamente qualquer contacto com Epstein. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, disse concordar com a avaliação de Mette-Marit, sublinhando o erro de julgamento assumido pela própria.