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Ex-ministro inglês deixa Partido Conservador após ser citado pela 2.ª vez nos ficheiros Epstein

Peter Mandelson nega as alegações e diz não se recordar dos pagamentos que terá recebido do agressor sexual. Esta é a segunda vez que se vê envolvido no escândalo, tendo já sido forçado a resignar à nomeação para embaixador nos EUA. 

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Um antigo governante britânico, citado nos documentos do caso Epstein, deixou o Partido Conservador. Peter Mandelson, que já tinha sido obrigado a resignar à nomeação para embaixador nos Estados Unidos, terá recebido mais de 70.000 euros do milionário, acusado de tráfico sexual e abuso de menores. 

Peter Mandelson volta a negar as alegações e diz que quer que tudo seja investigado para poder limpar o próprio nome. 

No entanto, é a segunda vez que o antigo ex-governante britânico se vê envolvido no escândalo do chamado caso Epstein. 

Desta vez, afastou-se do Partido Conservador, depois de terem sido revelados novos documentos que, alegadamente, mostram que terá recebido mais de 70 mil euros do milionário.   

Segundo a imprensa do Reino Unido, as transferências podem ter servido para garantir o apoio de Mandelson em decisões políticas, que favoreciam os negócios de Epstein. 

Mas o ex-ministro diz que não se lembra de ter recebido o dinheiro.  

Peter Mandelson já tinha sido forçado a resignar ao cargo de embaixador britânico nos Estados Unidos, no ano passado, quando foram conhecidas trocas de emails com Jeffrey Epstein.  

Mandelson manteve relação de proximidade com Epstein

Apesar dos textos não terem nada a ver com as acusações contra Epstein, nem mostrarem qualquer envolvimento de Peter Mandelson em questões ligadas à exploração sexual, mostram que manteve uma relação de proximidade com o milionário, mesmo depois deste ter sido condenado em 2008 por solicitação de prostituição a uma menor. 

Na passada sexta-feira, a Justiça norte-americana divulgou uma nova série de documentos do processo de Epstein. 

Mais de três milhões de páginas, 180.000 imagens e 2.000 vídeos que, mais uma vez, trazem novos dados a público. 

Depois das novas revelações, crescem as vozes que exigem que André, irmão do rei Carlos III, venham a testemunhar nos Estados Unidos. 

Um dos advogados das vítimas diz que André poderia ajudar a perceber melhor como funcionava a rede que Epstein e a namorada, Ghislaine Maxwell, geriam. 

Alguns membros do congresso norte-americano também querem que André Windsor testemunhe e o próprio primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, já disse que qualquer pessoa que tenha informações que possam ajudar a Justiça neste caso deve preparar-se para as partilhar.