O chefe da diplomacia dos EUA sugeriu que a Rússia seja excluída do Conselho dos Direitos Humanos. Numa intervenção por videoconferência, Antony Blinken afirmou que a cada hora que passa aumentam as “violações” dos direitos humanos pela Rússia.
Os ataques russos na Ucrânia estão a atingir “escolas, hospitais, edifícios residenciais” e estações rodoviárias, ou seja, alvos não militares ou estratégicos.
“A Rússia bombardeia escolas, hospitais e áreas residenciais, destrói infraestruturas essenciais que permitem que milhões de ucranianos tenham acesso a água potável e a gás e eletricidade, sem os quais morrem de frio”, acusou.
“Civis, carros e ambulâncias foram atingidos pelos bombardeamentos russos”, disse Blinken, revelando que “também na Rússia está a aumentar a repressão” sobre os cidadãos que se manifestam contra a invasão, ameaçando-os com penas de prisão até 20 anos se ajudarem o Ocidente.
Perante este cenário, o chefe da diplomacia dos EUA sugeriu que a Rússia seja excluída do Conselho dos Direitos Humanos.
“É razoável perguntar se um Estado-membro da ONU que tenta ocupar outro Estado-membro da ONU, comete violações horríveis dos direitos humanos e causa um enorme sofrimento humanitário, deve ser autorizado a permanecer neste Conselho“, questionou Blinken, que fez um intervenção por videoconferência.
A situação dos direitos humanos “vai agravar-se” ainda mais se o Presidente russo, Vladimir Putin, ganhar a guerra, advertiu também o secretário de Estado norte-americano na 49.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que começou esta segunda-feira e decorre até 1 de abril.
O Conselho é formado por 47 países que passam por um processo de seleção para integrar este órgão, por períodos de três anos.
Quando Lavrov falou, sala ficou vazia
O Ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, deveria ter ido pessoalmente a Genebra, mas anulou a deslocação invocando as “sanções antirrussas” que o proíbem de sobrevoar a União Europeia.
Em vez disso, fez um discurso pré-gravado em vídeo, que muitas delegações dos países ocidentais e a delegação da Ucrânia boicotaram.
Os diplomatas abandonaram a sala deixando-a quase vazia quando o vídeo com o discurso de Lavrov começou a ser transmitido.
COM LUSA
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