Angola

Marcelo diz estar "orgulhoso por Angola" e desvaloriza discursos racistas

Marcelo Rebelo de Sousa terminou esta terça-feira uma visita de dois dias a Luanda, onde participou nas cerimónias dos 50 anos de independência. Mesmo depois de ouvir o Presidente angolano referir o colonialismo português como opressor e agressivo, o chefe de Estado português garante que as relações entre os dois países nunca foram tão boas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ladeado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel (D), fala com os jornalistas após o desfile de celebração dos 50 anos de independência de Angola, Luanda, Angola, 11 de novembro de 2025.
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Foi o maior aplauso do ato central das comemorações dos 50 anos de Angola independente. Entre os 13 chefes de Estado estrangeiros presentes, oito são da CPLP, uma maioria que comprova os laços, mas não deixa esquecer o verdadeiro motivo desta celebração.

A colonização faz parte desta história, mas Marcelo Rebelo de Sousa, que já cá veio quase uma dezena de vezes só neste papel, acredita que o peso de ser colonizador já não é o mesmo.

50 anos de independência pedem festa grande. Em cinco horas de celebração há tempo para mostrar o país todo, das 18 províncias aos vários ramos das forças armadas.

A seis mil quilómetros daqui, o discurso político fez regressar o discurso racista, mas, para o Presidente da República, o racismo não é estrutural.