O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou esta sexta-feira a Rússia de cometer uma “atrocidade horrível” com o bombardeamento à estação ferroviária de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, em que morreram pelo menos 50 pessoas, incluindo crianças.
“O ataque a uma estação de comboios ucraniana é mais uma atrocidade terrível cometida pela Rússia, atingindo civis que tentavam sair da região e chegar a um local seguro”, escreveu Biden numa mensagem no Twitter.
The attack on a Ukrainian train station is yet another horrific atrocity committed by Russia, striking civilians who were trying to evacuate and reach safety.
— President Biden (@POTUS) April 8, 2022
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou um “mal ilimitado” desencadeado pela Rússia e métodos “desumanos”.
Moscovo negou ser responsável pelo ataque, dizendo que não tem o tipo de míssil que teria sido usado, e denunciou uma “provocação” ucraniana.
Kramatorsk está localizada na área sob controlo ucraniano do Donbass, região em grande parte controlada desde 2014 por separatistas pró-russos, e Moscovo fez da conquista desta área o seu objetivo prioritário depois de retirar tropas da região de Kiev e do norte da Ucrânia.
Nesta nova fase do conflito, Kiev vai contar com um sistema de defesa aérea S-300 fornecido pelo Governo eslovaco, o que Joe Biden agradeceu num comunicado divulgado esta sexta-feira.
Este fornecimento de armas à Ucrânia foi possível depois do envio de quatro baterias de defesa de mísseis Patriot pela NATO para a Eslováquia.
“À medida que as forças russas se reposicionam para a próxima fase desta guerra, pedi à minha administração que continuasse a não poupar esforços para identificar e fornecer aos militares ucranianos as armas modernas de que necessita para defender o seu país”, anunciou Biden.
COM LUSA
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