Cinco pontos para percebermos o que está a acontecer no Leste da Europa – e o que pode mudar na vida de todos nós.
1 – BIDEN AVISA XI PARA AS CONSEQUÊNCIAS DE AJUDAR A RÚSSIA.
O presidente dos EUA, Joe Biden, alertou o presidente da China, Xi Jinping, em telefonema realizado hoje, “implicações e consequências” se Pequim fornecer apoio material à Rússia ao atacar cidades e civis ucranianos. Em comunicado, a Casa Branca disse que o telefonema entre os líderes chinês e americano, que durou quase duas horas. “O presidente Biden expôs a Xi as opiniões dos Estados Unidos e aliados e parceiros sobre esta crise. Biden detalhou esforços para prevenir e responder à invasão, inclusive impondo custos à Rússia. O Presidente descreveu as implicações e consequências se a China fornecer apoio material à Rússia ao realizar ataques brutais contra cidades e civis ucranianos. Destacou o seu apoio a uma solução diplomática para a crise”
2 – O LADO CHINÊS DO MESMO MOMENTO.
Uma declaração anterior do Ministério das Relações Exteriores da China avançou que Xi terá dito a Biden que “conflitos e confrontos não são do interesse de ninguém.” De acordo com o mesmo ministério chinês, Xi Jinping disse: “As principais prioridades agora são continuar o diálogo e as negociações, evitar baixas civis, prevenir uma crise humanitária, cessar os combates e acabar com a guerra o mais rápido possível. A crise da Ucrânia é algo que não queremos ver.”
3 – UCRÂNIA NÃO CEDE NO ESSENCIAL.
A posição da Ucrânia permanece inalterada, apesar das declarações russas, garante o negociador ucraniano Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente Zelensky e membro da equipa de negociação. Podolyak acusou as declarações russas sobre as negociações de paz de tentar “provocar tensão nos media”. “As nossas posições permanecem inalteradas”, insistiu no twitter. “Cessar-fogo, retirada de tropas e fortes garantias de segurança com fórmulas concretas.”
4 – ZELENSKY SOMA APELOS DESESPERADOS.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky implorou aos aliados ocidentais que forneçam ajuda militar ao seu país enquanto a Rússia continua a sua invasão não provocada. “Precisamos de vocês agora”, disse ontem Zelensky a membros do Congresso dos EUA. Os EUA e outros países membros da NATO atenderam a uma série de pedidos de Zelensky, mas não cedem no pedido da “no fly zone”. A ajuda militar fornecida à Ucrânia até agora inclui armas que vão de drones portáteis a sistemas complexos de mísseis de longo alcance.
5 – CASA BRANCA DESVALORIZA AMEAÇAS DE LAVROV.
A Casa Branca minimizou as ameaças feitas pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, contra a chegada de assistência material à Ucrânia. Lavrov avisou que esse material seria alvo do fogo russo, como retaliação da ajuda de grande dimensão que o Presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu enviar à Ucrânias em assistência de segurança: 800 milhões de dólares. Lavrov disse que qualquer carregamento de armas que entrar na Ucrânia será um alvo “legítimo” para a Rússia. “Essa é uma ameaça que ele já tinha feito antes”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, ela própria visada pelas sanções do Kremlin contra americanos. “Como estamos a falar sobre as operações do movimento de comboios e do movimento de assistência, esses não são os órgãos que movimentariam essa assistência dentro da Ucrânia”, disse Psaki. “Observamos de perto quais são as ações, as contínuas ações de escalada dos russos, e observaremos de perto se eles derem seguimento a essa ameaça.”

