Os países que compõem o G7 consideram que a Rússia é culpada pela crise alimentar devido aos constantes bloqueios às exportações da Ucrânia.
Num comunicado conjunto divulgado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, as economias mais fortes do mundo voltam a condenar Moscovo pela invasão à Ucrânia e pedem um cessar fogo imediato para que seja possível retomar as exportações.
Garantiram ainda que vão continuar a apoiar a Ucrânia com equipamento militar.
Este comunicado surge dois dias antes do encontro anual do G7 que, este ano, se realiza na Alemanha a partir de domingo.
Solução para a crise alimentar?
Juntas, a Ucrânia e a Rússia produzem quase um terço do trigo e da cevada do mundo e metade do óleo de girassol, enquanto a Rússia e a sua aliada Bielorrússia são dos maiores produtores mundiais de potássio, um ingrediente-chave de fertilizantes.
Nesse sentido, a guerra levou a um aumento nos preços mundiais de cereais e óleos, cujos valores superaram os alcançados durante as Primaveras Árabes de 2011 e os “motins da fome” de 2008 em África, na Ásia e na América Latina.
A ONU está a negociar há várias semanas com Moscovo, Kiev e Ancara um acordo que permita a saída dos cereais da Ucrânia em segurança, e que também assegure o acesso de produtos agrícolas russos, incluindo fertilizantes, ao mercado internacional.
A concretização de um acordo permitiria uma redução dos preços dos produtos e atenuaria a crise alimentar no mundo, que se tem agravado na sequência da invasão russa.

