As vítimas mortais são Yaron Lischinsky e Sarah Milgram, um casal de namorados que trabalhava na embaixada de Israel. Tinham acabado de sair de um evento do Comité Judaico Americano, centrado na ajuda humanitária.
Depois do ataque, o suspeito – que gritou "Free, Free Palestine", segundo imagens captadas por um vídeo amador – abandonou a arma e entrou no museu, aparentemente em estado de choque. Terá sido o próprio a pedir para chamar a polícia. As autoridades norte-americanas investigam agora possíveis ligações do atacante a movimentos radicais e não excluem motivações terroristas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, foi perentório nas declarações: classificou o ato como antissemita e ligou-o diretamente ao clima de hostilidade contra Israel, acusando a Europa de incitamento ao ódio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu o fim imediato do antissemitismo e reforçou que "ódio e radicalismo não têm lugar na América". Também a União Europeia condenou o ataque. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, mostrou-se "chocada" e repudiou qualquer forma de ódio e extremismo, uma posição partilhada pelo governo português.
Entretanto, o governo israelita ordenou um reforço das medidas de segurança nas suas representações diplomáticas em todo o mundo, perante os receios de novos ataques.
