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Provocação? Estados Unidos enviam maior porta-aviões do mundo para perto da Venezuela

O destacamento, que inclui caças F/A-18E Super Hornet e contratorpedeiros com mísseis guiados, visa apoiar as ordens de Donald Trump para desmantelar organizações criminosas transnacionais.

O porta-aviões USS Gerald R. Ford ao largo de uma cidade na Noruega
O porta-aviões USS Gerald R. Ford ao largo de uma cidade na Noruega
Lise Aserud / Reuters

O Pentágono anunciou esta terça-feira a chegada do grupo de ataque liderado pelo porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford à área de operações militares para a América Latina, reforçando o efetivo de combate ao narcotráfico nas Caraíbas.

"O grupo de ataque do porta-aviões Gerald R. Ford, liderado pelo maior porta-aviões do mundo, entrou na área de operações do Southcom (o comando militar dos Estados Unidos para a América Latina) no dia 11 de novembro", informou o Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono), em comunicado.

Segundo o Southcom, o destacamento visa "apoiar a ordem de Donald Trump para desmantelar organizações criminosas transnacionais e combater o narcoterrorismo em defesa da pátria".

O porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN 78) transporta quatro esquadrões de caças F/A-18E Super Hornet e é acompanhado por três contratorpedeiros equipados com mísseis guiados, entre outros meios navais.

Desde agosto, Washington tem mantido uma presença militar nas Caraíbas com cerca de meia dúzia de navios de guerra, oficialmente destinados a combater o tráfico de droga com destino aos Estados Unidos.

Segundo dados oficiais, 20 ataques aéreos realizados no âmbito desta campanha resultaram já na morte de pelo menos 76 pessoas.

A administração norte-americana liderada por Trump acusa a Venezuela de liderar o narcotráfico na região.

O Pentágono já admitiu ter afundado 17 embarcações nos últimos meses. Pelo menos 60 pessoas morreram nos ataques, que a Venezuela e a Colômbia classificam como execuções extrajudiciais e assassinatos.

Venezuela já reagiu

Em resposta, o Governo venezuelano anunciou um destacamento "massivo" de forças em todo o país, denunciando o que descreveu como uma ação "imperialista" norte-americana.

As autoridades venezuelanas afirmam que a operação norte-americana serve de "pretexto" para derrubar o Presidente Nicolás Maduro e controlar as reservas petrolíferas do país.

Maduro tem reiterado apelos ao diálogo com Washington, mas garante estar "preparado para defender a soberania nacional", mantendo intensa atividade militar interna como demonstração de força.


Com LUSA