A Administração norte-americana, liderada pelo presidente Donald Trump, alerta para o perigo de "extinção civilizacional" da Europa, caso se mantenham as "tendências atuais", num documento estratégico sobre segurança nacional dos Estados Unidos da América (EUA), esta sexta-feira divulgado.
"Se as tendências atuais continuarem, o continente [Europa] vai ficar irreconhecível dentro de 20 anos ou menos", lê-se no documento de 33 páginas, analisado pela agência de notícias francesa AFP, onde é defendida a "restauração da supremacia" dos EUA na América Latina.
No texto, defende-se que "a era das migrações massivas tem de acabar" e que "a segurança das fronteiras é o principal elemento da segurança nacional [norte-americana]".
"Temos de proteger o nosso país de invasões, não apenas da imigração descontrolada, mas também das ameaças transfronteiriças como o terrorismo, as drogas, a espionagem e o tráfico de pessoas", referiu a Casa Branca.
A referida estratégia dos EUA anuncia um "reajustamento" da sua presença militar no Mundo "para responder às ameaças emergentes" naquele continente e um "afastamento de 'teatros' [de operações] cuja importância relativa para a segurança nacional americana diminuiu nos últimos anos ou décadas".
"Temos de encorajar esses países [Japão e Coreia do Sul] a aumentar os seus investimentos em Defesa, com ênfase nas capacidades necessárias para dissuadir inimigos" de atacar Taiwan, lê-se ainda no texto publicado pelos responsáveis de Washington.
Em relação à China, a estratégia reitera o apelo a favor de uma região Ásia-Pacífico "livre e aberta".
O documento norte-americano descreve brevemente a estratégia para África e o Médio Oriente, visando reorientar toda a política diplomática e militar conforme os mais recentes desenvolvimentos geopolíticos.
O texto afirma que "a razão histórica da América para se concentrar no Oriente Médio diminuirá", frisando a necessidade de esforços para aumentar o fornecimento de energia por parte dos EUA.

