O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou esta quinta-feira a carta de criação dum Conselho da Paz em Davos, na Suíça, momentos depois de ter garantido que o organismo iria trabalhar "em coordenação" com as Nações Unidas.
"A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial", anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.
Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, segundo avançou a Casa Branca na terça-feira, mas Trump convidou esta quinta-feira todos os países a aderir à organização.
O líder norte-americano afirmou que o Conselho da Paz terá inicialmente um foco em Gaza, mas ambiciona uma atuação global:
"Penso que podemos expandir para outras áreas, pois, à medida que tivermos sucesso em Gaza — e teremos muito sucesso em Gaza —, podemos fazer inúmeras outras coisas. Uma vez que este conselho esteja completamente formado, podemos fazer praticamente o que quisermos."
Apesar de ter prometido colaboração com as Nações Unidas, Trump criticou a ONU por "não ter feito o suficiente" historicamente e sublinhou o potencial do novo organismo:
"Penso que a combinação do Conselho da Paz com o tipo de pessoas que temos aqui pode ser algo muito, muito singular para o mundo. Quero trabalhar com muitas nações, incluindo as Nações Unidas."

Também presente, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, destacou a visão e iniciativa de Trump na criação do Conselho:
“Infelizmente, muitas instituições nos últimos 70 anos foram incapazes de agir. Mas o Presidente Trump teve a visão e a coragem de sonhar com o impossível. Este não é apenas um Conselho de Paz, é um Conselho de Ação. Hoje é o início de uma nova era que pode servir de modelo para o resto do mundo.”

O conselho reflete a ambição global de Trump, embora o seu logótipo represente apenas a América do Norte e partes da América do Sul. Alguns aliados europeus, como França, Noruega, Eslovénia e Suécia, recusaram participar, e outros, como Portugal, Reino Unido, Alemanha e a Comissão Europeia, ainda não responderam ao convite.
Entre os países que participam da criação da organização estão Hungria, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Uzbequistão e Vietname, entre outros.
Com Lusa

