Mundo

Finlândia tomará nas “próximas semanas” uma decisão sobre candidatura à NATO

Uma possível candidatura que surge na sequência da invasão russa da Ucrânia.

Finlândia tomará nas “próximas semanas” uma decisão sobre candidatura à NATO

A primeira-ministra da Finlândia admitiu, esta quarta-feira, que nas “próximas semanas” será tomada uma decisão sobre a candidatura ou não à Aliança Atlântica.

A Finlândia tomar em breve uma decisão sobre se deve ou não candidatar-se à NATO. À margem de uma conferência em Estocolmo, onde se encontrou esta quarta-feira com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, Sanna Marin admitiu essa possibilidade.

“Há diferentes perspetivas e temos que analisá-las com muito cuidado”, vincou a primeira-ministra finlandesa, referindo, porém, que “será um processo bastante rápido, que acontecerá nas próximas semanas.”

Já na semana passada, recorde-se, Sanna Marin afirmou que a Finlândia esperava tomar uma decisão até ao final de junho.

Embora não seja membro da NATO, a Finlândia é um parceiro próximo da Aliança Atlântica e membro da União Europeia (UE). Nas últimas semanas, as sondagens revelaram um aumento substancial de posições favoráveis a uma adesão à NATO por parte dos finlandeses, na sequência da invasão russa da Ucrânia, com quase 60% da população a desejar essa opção, duplicando o valor anterior.

Uma cimeira da NATO está agendada para os dias 29 e 30 de junho, em Madrid, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, admitiu recentemente que muitos membros da Aliança o têm questionado sobre uma possível candidatura de Helsínquia antes dessa data. O que agora, a primeira-ministra admite como um cenário possível.

O aviso de Moscovo

A Rússia tem feito comentários sobre a possibilidade de a Finlândia e a Suécia entrarem na Aliança Atlântica, sustentando que não trará estabilidade e segurança à Europa.

“Nós temos vindo a repetir que a Aliança continua a ser uma ferramenta virada para a confrontação, não é o tipo de aliança que garanta a paz e a estabilidade, e a sua expansão futura não irá trazer segurança adicional ao continente europeu”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Veja também

Saiba mais