O Irão revelou esta segunda-feira que duvida de que seja alcançado um entendimento para restaurar o acordo nuclear de 2015, algo pelo qual culpou os Estados Unidos.
“Realmente não sabemos se vamos chegar a um acordo ou não”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros do Irão, Said Khatibzade, na conferência de imprensa semanal.
O diplomata voltou a culpar os Estados Unidos pelo “impasse”, dado que “ainda não demonstraram a vontade necessária”. O porta-voz alertou ainda que a “janela de oportunidade [para fechar o negócio] não ficará aberta para sempre”. Apesar disso, Said Khatibzade enfatizou que Teerão “está disposto a fechar um bom acordo”.
As negociações em Viena entre o Irão e a Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China, – com a participação indireta dos Estados Unidos -, para restauração do pacto nuclear de 2015, estão paradas desde meados de março.
Depois de quase um ano de diálogo, tudo indicava que o acordo estava prestes a ser fechado, mas surgiram exigências russas, o que levou a diferenças inconciliáveis entre Teerão e Washington. Nas últimas semanas, o Irão reiterou várias vezes que o levantamento das sanções contra a Guarda Revolucionária é um dos pontos mais importantes para fechar um acordo.
O acordo nuclear limitou o programa atómico iraniano, em troca do levantamento das sanções, mas, em 2018, o então presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou-o e reimpôs sanções ao Irão. Um ano depois, a capital aumentou os seus esforços nucleares – enriquecendo urânio -, como forma de resposta.
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