O chanceler alemão, Olaf Scholz, defende a importância das sanções impostas à Rússia. Para além disso, reforça que estas já estão a prejudicar a economia russa.
Olaf Scholz considerou ainda “inviável” acelerar um embargo ao gás russo, porque a Alemanha precisa de construir infraestruturas para conseguir fazer o abastecimento de outras fontes.
“Não é viável obter gás de outros sítios em vez da Rússia no volume que precisamos e isto acontece com a maioria dos outros países europeus do leste e sul da Europa”, afirmou Scholz, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, após um encontro entre ambos, em Londres.
Scholz explicou que este “é um grande investimento” e que não se trata apenas de “encontrar outros fornecedores de outras partes do mundo”, mas sim de “fazer chegar o gás” ao país.
“Estamos ativamente a trabalhar para deixarmos de ser dependentes da importação de petróleo e pensamos que seremos capazes ainda este ano”, disse.
Quanto ao gás, o chanceler reconheceu que a questão “não é tão fácil”, porque a Alemanha “precisa de infraestrutura que tem de ser construída primeiro, como gasodutos até às costas do norte da Alemanha”, bem como adaptar portos para receber navios que transportam gás liquefeito.
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