A Ucrânia disse este domingo que vai “continuar a desmantelar” qualquer grupo ou estrutura pró-russa, depois das acusações britânicas contra Moscovo que acusa de procurar impor um líder pró-russo a Kiev.
“O nosso Estado continuará a sua política de desmantelamento de qualquer estrutura oligárquica e política que possa trabalhar para a desestabilização da Ucrânia ou ser cúmplice dos ocupantes russos”, disse Mykhailo Podoliak, conselheiro da presidência ucraniana, em declarações escritas enviadas à AFP.
O Reino Unido disse no sábado ter informações que indicam que a Rússia quer instalar um líder pró-russo na Ucrânia, enquanto pondera invadir e ocupar o país, segundo um comunicado do ministério britânico dos Negócios Estrangeiros.
O ex-deputado ucraniano Yevhen Murayev é considerado como possível candidato, segundo o mesmo comunicado, que indica dispor de informações de que os serviços secretos russos mantêm vínculos com numerosos ex-políticos ucranianos.
“Os governos dos nossos parceiros começaram a chamar as coisas pelos seus nomes e a expor ‘amigos da Rússia'”, disse Podoliak, recordando a recente decisão de Washington de sancionar quatro ucranianos, incluindo dois deputados, que acusa de trabalhar com os serviços secretos russos.
“A informação britânica completa” a lista de personalidades “selecionadas” pelo Kremlin para “tentar promover os interesses russos“, prosseguiu a fonte da presidência ucraniana.
A Rússia é acusada pelo Ocidente de reunir dezenas de milhares de soldados na fronteira ucraniana com o intuito de preparar uma invasão do seu vizinho, intenção que o Kremlin nega.
Saiba mais:
- Chefe da marinha alemã demite-se após comentários sobre Ucrânia e Rússia
- Reino Unido diz que Rússia quer instalar líder pró-russo na Ucrânia
- EUA enviam ajuda militar adicional à Ucrânia
- Moscovo aceita reunir com Londres para debater crise em torno da Ucrânia
- União Europeia “firmemente” ao lado da Ucrânia e pronta para fortalecer parceria energética
- Guterres está “convencido” de que Rússia não intervirá na Ucrânia
- Rússia avisa que ignorar suas “preocupações legítimas” terá “as mais graves consequências”
- Ucrânia acusa Rússia de fomentar vaga de falsos alertas de bomba
